<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Apaixonados por Séries &#187; Mad Men</title>
	<atom:link href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/mad-men/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.apaixonadosporseries.com.br</link>
	<description>Notícias, opiniões, curiosidades e mais</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Sep 2010 22:24:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=abc</generator>
		<item>
		<title>[Review] Mad Men 4&#215;06 &#8211; Waldorf Stories</title>
		<link>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x06-waldorf-stories/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=review-mad-men-4x06-waldorf-stories</link>
		<comments>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x06-waldorf-stories/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 20:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mad Men]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[4x06]]></category>
		<category><![CDATA[amc]]></category>
		<category><![CDATA[anos 60]]></category>
		<category><![CDATA[betty draper]]></category>
		<category><![CDATA[don]]></category>
		<category><![CDATA[don draper]]></category>
		<category><![CDATA[Elisabeth Moss]]></category>
		<category><![CDATA[jon hamm]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4x06]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4ª temporada]]></category>
		<category><![CDATA[matthew weiner]]></category>
		<category><![CDATA[peggy olson]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[roger sterling]]></category>
		<category><![CDATA[sterling cooper]]></category>
		<category><![CDATA[sterling cooper draper pryce]]></category>
		<category><![CDATA[waldorf stories]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apaixonadosporseries.com.br/?p=15110</guid>
		<description><![CDATA[Mad Men, the cure for the common TV. Eu não sei até que ponto o calendário dessa temporada de Mad Men foi organizado pra que Waldorf Stories coincidisse com o dia da cerimônia do Emmy. Talvez um pouco de planejamento, talvez um pouco de sorte, mas qualquer que seja o caso &#8212; e provavelmente foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/09/madmen406-1.jpg" alt="Mad Men Don Draper" /></p>
<h3 style="text-align: center;"><em>Mad Men, the cure for the common TV.</em></h3>
<p>Eu não sei até que ponto o calendário dessa temporada de  Mad Men foi organizado pra que <strong><em>Waldorf Stories</em></strong> coincidisse com o dia da cerimônia do Emmy. Talvez um pouco de planejamento, talvez um pouco de sorte, mas qualquer que seja o caso &#8212; e provavelmente foi um pouco dos dois &#8212; é óbvio que as duas premiações da noite têm relações completamente distintas com a série. Enquanto o <strong><a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/emmy-2010-e-o-premio-vai-para/" target="_blank">Emmy</a></strong> evidencia ano a ano o quanto Mad Men é fantástica, o Clio Awards evidencia o quanto Don Draper se afunda mais e mais e mais. Por mais repetitivo que seja quando eu falo que o Don tá cada vez mais patético nessa 4ª temporada, acho que agora finalmente tá na hora de afirmar com segurança: o cara chegou no fundo do poço.</p>
<p>Seria engraçado se não fosse angustiante a ansiedade de Don pra ganhar aquele prêmio. O Clio seria a prova de que as pessoas o reconhecem, o respeitam, sabem que ele é algo a mais do que aquele cara bêbado, sem família, sem amigos, sem um &#8216;eu&#8217; verdadeiro. Mas ele não consegue esconder o nervosismo. Quando anunciam a sua vitória, a alegria e o alívio dele são imensos, mas no final das contas, o que aquele prêmio representa exatamente? A criação da ideia pro comercial nem dele foi. Em vez de a estatueta ajudar o Don a se sentir uma pessoa melhor, ela funcionou de maneira contrária, dando carta branca pra que nas comemorações excessivas, o publicitário encarne de maneira ainda mais intensa a vida bizarra que ele anda vivendo.</p>
<p>Tipo na reunião com os clientes do cereal &#8212; que se torna ainda mais bizarra se a gente prestar atenção como que a apresentação se liga com a <em>season finale </em>da primeira temporada. Lá, o <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=R2bLNkCqpuY" target="_blank">discurso sobre nostalgia</a></strong> em relação ao <em>Kodak Carousel </em>era dado por um Don comivido pra caramba, mas ainda assim sob controle de sua vida. Aqui, o discurso sobre nostalgia em relação ao cereal <em>Life</em> é corrido, atropelado. E quando os clientes não compram a ideia mal vendida do <em>slogan</em>, um Don mais bêbado do que nunca acha que pode fazer um novo <em>brainstorm </em>ali mesmo, como se o prêmio que ele acabou de ganhar o validasse pra trabalhar daquele jeito. E é claro que não valida. <em><strong>&#8220;Enjoy the rest of your life: Cereal.&#8221;</strong></em> foi genial de tão tosco. <em><strong>&#8220;Life: the cure for the common cereal&#8221; </strong></em>foi genial de tão irônico.</p>
<p>Até porque o jeito que o moleque que deu a ideia pro slogan foi contratado espelha exatamente o jeito que o Don foi &#8212; os dois se aproveitaram do nível etílico de seus respectivos superiores. Don pode não ser uma fraude igual ao baixinho com seu portfólio (e bota baixinho nisso), mas ele também se aproveitou de Roger pra conseguir a vaga na Sterling Cooper. A diferença é que Danny deu sorte. Já Don, levando em consideração o sorrisinho malandro que ele abre logo quando entra no elevador nos últimos segundos do episódio, parecia saber exatamente o que estava fazendo. E no final das contas, essa é a grande diferença entre o Don atual e o Don do <em>flashback</em>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/09/madmen406-2.jpg" alt="Mad Men Don Draper Roger Sterling" /></p>
<p>Além de tudo, um dos maiores problemas da situação do Don é que ela não afeta só a ele. Peggy é outra personagem que morre de vontade de ser reconhecida, mas tem Don como obstáculo no meio do caminho. A ideia pro comercial da Glo-Coat basicamente foi dela, mas mesmo assim nem ingresso pra premiação ela teve. Então, em vez de mostrar seu valor em frente um grupão de publicitários, o jeito de Peggy mostrar suas qualidades e sua auto-confiança é enfrentando frente-a-frente o novo diretor de arte da SCDP, Stan. Pena que ao tirar a roupa, em vez de a Peggy me passar a impressão de que é uma pessoa segura consigo mesma, acontece o contrário. Parece que ela tá sempre querendo provas as suas qualidades pra todo mundo. Ela quer sempre a afirmação de que é boa de verdade. Por isso que ela ama a reunião com Danny no começo do episódio, vendo um profissional tão fraco, tão pior do que ela. E por isso que ela odeia a contratação do Danny no final do episódio, vendo um profissional tão fraco, tão pior do que ela&#8230; trabalhando ao seu lado.</p>
<p>O sentimento de Pete é parecido, mas o problema dele é pior, porque Cosgrove não é um profissional ruim, muito pelo contrário. Ele é um cara carismático e que pode trazer contas importantes pra agência. E apesar de Ken levar na boa quando Pete o empurra contra a parede falando que ele é o cara que manda ali, duvido que a relação entre os dois seja pacífica durante o restante dessa temporada. A única pessoa que cuida do atendimento da SCDP e pode ficar tranquila é o Roger, que só com a Lucky Strike mantém BEM o seu emprego. Mas mesmo assim &#8212; ou talvez até por isso &#8212; ele é MAIS UM que nesse episódio buscava reconhecimento. Ele sabe que não foi EXATEMENTE o responsável pela contratação do Don, mas na sua cabeça ele quer fingir que sim. Ele quer ouvir o Don dizendo isso em voz alta. Ele quer colocar no seu livro de memórias.</p>
<p>Afinal, todo mundo tá em busca de reconhecimento. Todo mundo quer dar valor ao seu nome. É gratificante. Nos faz sentir bem. É o que a música dos créditos diz num tom tão alegre, tão otimista, tão contrastante com o resto da série. Eu abri um sorriso enorme quando <strong><em>Ladder Of Success</em></strong> começou a tocar não porque eu via um fio de esperança naquele Don novinho subindo no elevador, tão audacioso. Mas porque me fez lembrar que se uma série me deixa tão envolvido com seus personagens e desperta tantos sentimentos como Mad Men me faz&#8230; É porque o negócio é bom demais.</p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="81" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F5050290&amp;show_comments=false&amp;auto_play=false" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F5050290&amp;show_comments=false&amp;auto_play=false" allowscriptaccess="always"></embed></object></div>
<p>_____</p>
<p><strong>P.S.: </strong>Já foi a terceira vez nessa temporada que foi usado aquele recurso de mostrar o Don parado em algum canto enquanto o tempo vai passando. Fica um pouco repetitvo, mas é uma repetição com própósito: o tempo passa e o Don não anda. Ele não vai pra frente. Não consegue sair do lugar.</p>
<p><strong>P.S. 2: </strong>As ideias pras exclamações do Pete deve ser uma das coisas mais divertidas do mundo na sala dos roteiristas da série. Semana passada eu comentei do <em>CHRIST ON A CRACKER</em>, mas o desse episódio não ficou muito atrás: <strong><em>JUDAS PRIEST!</em></strong></p>
<p><strong>P.S. 3: </strong>Sacanagem o Harry soltando spoiler de <strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0057779/" target="_blank">Peyton Place</a></strong>. Eu ainda não vi, pô.</p>
<p><strong>P.S. 4: </strong>Não sei se já dava pra reparar antes, mas nesse episódio teve uma cena CLARA mostrando que a secretária do Don usa peruca. Já disse que eu amo aquela personagem?</p>
<p><strong>P.S. 5: </strong>Não sei como tive cabeça pra escrever essa review. Eu assisti ao 4&#215;07 logo antes de começar a escrever, e desculpem o palavrão, mas puta merda. É o episódio da temporada até agora. Corram pra ver. Tô doido pra comentar sobre ele.</p>
<p><strong>P.S. 6: </strong>E aí, Galvão&#8230; É tetra ano que vem?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x06-waldorf-stories/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>[Review] Mad Men 4&#215;05 &#8211; The Chrysanthemum and the Sword</title>
		<link>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x05-the-chrysanthemum-and-the-sword/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=review-mad-men-4x05-the-chrysanthemum-and-the-sword</link>
		<comments>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x05-the-chrysanthemum-and-the-sword/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 11:16:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mad Men]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[anos 60]]></category>
		<category><![CDATA[Betty]]></category>
		<category><![CDATA[betty draper]]></category>
		<category><![CDATA[bobby]]></category>
		<category><![CDATA[bobby draper]]></category>
		<category><![CDATA[don]]></category>
		<category><![CDATA[don draper]]></category>
		<category><![CDATA[Elisabeth Moss]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[honda]]></category>
		<category><![CDATA[john slattery]]></category>
		<category><![CDATA[jon hamm]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4x05]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4ª temporada]]></category>
		<category><![CDATA[matthew weiner]]></category>
		<category><![CDATA[o crisântemo e a espada]]></category>
		<category><![CDATA[peggy olson]]></category>
		<category><![CDATA[pete campbell]]></category>
		<category><![CDATA[roger sterling]]></category>
		<category><![CDATA[sally]]></category>
		<category><![CDATA[sally draper]]></category>
		<category><![CDATA[the chrysanthemum and the sword]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apaixonadosporseries.com.br/?p=15007</guid>
		<description><![CDATA[Nenhuma obra sobre o Japão conseguiu narrar com tanta profundidade e a partir de tantos aspectos o desenvolvimento da ideologia dos japoneses, como ela se revela nas maneiras e costumes da vida diária. Este clássico reconhecido da antropologia cultural é de interesse duradouro como contribuição à história do pensamento humano, e é de primária importância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmen3temp-1.jpg" alt="Mad Men" /></p>
<blockquote><p><em>Nenhuma obra sobre o Japão conseguiu narrar com tanta profundidade e a partir de tantos aspectos o desenvolvimento da ideologia dos japoneses, como ela se revela nas maneiras e costumes da vida diária. Este clássico reconhecido da antropologia cultural é de interesse duradouro como contribuição à história do pensamento humano, e é de primária importância como elucidação da causa e da condução da Segunda Guerra Mundial. <strong>O Crisântemo e a Espada</strong></em><em> abrange a idéia de vida do povo japonês e sua visão multifacetada de si mesmos.</em></p></blockquote>
<p>Eu não conhecia <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruth_Benedict#.E2.80.9CO_Cris.C3.A2ntemo_e_a_Espada.E2.80.9D" target="_blank">O Crisântemo e a Espada</a></strong>, nunca li nenhum livro de antropologia, e pra falar a verdade, nunca tive muita vontade de me aprofundar no assunto. Mas Don Draper é uma pessoa mais interessada do que eu, e sua leitura rápida no livro de Ruth Benedict foi essencial pra que ele orquestrasse a jogada fantástica pra conquistar a atenção da <strong>Honda </strong>e, de quebra, dar um chega-pra-lá nos concorrentes chatos da CGC. Don pode não estar comandando muito bem a sua vida pessoal, mas no ambiente de trabalho&#8230; Ele ainda é o cara.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/09/madmen405-1.jpg" alt="Mad Men Pete Campbell" /></p>
<p><strong><em>The Chrysanthemum and the Sword</em></strong> foi um episódio mais focado na publicidade, no trabalho da SCDP &#8212; até em pequenos detalhes, tipo o grupão reunido na mesa de Peggy pra ver como o brinquedo do pato (?) funcionava. O que não quer dizer que o desenvolvimento pessoal dos personagens tenha sido deixado de lado. Um dos mais interessantes foi o de <strong>Roger Sterling</strong>, que não vinha ganhando tanto destaque nessa quarta temporada, mas recebeu um <em>showcase </em>legal essa semana. Roger tem as suas razões pra odiar a conta com a Honda &#8212; e por mais que pareça algo MUITO distante pra gente agora em 2010, talvez em 1965, vinte anos ainda não eram suficientes pra esquecer a rivalidade dos <strong><a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/the-pacific/" target="_blank">campos de batalha no Pacífico</a></strong>.</p>
<h3 style="text-align: center;"><em>Since when is forgiveness a better quality than loyalty?</em></h3>
<p>O que não elimina o fato de Pete também estar certo quando aponta o dedo na cara de Roger e fala que a única utilidade dele na agência é a conta com a Lucky Strike. Roger cada vez mais se torna dispensável na empresa, e esse é um assunto que não vem de hoje. Já no começo da terceira temporada, quando a Sterling Cooper foi vendida pra empresa britânica, o novo organograma montado colocava Roger de fora do jogo. Não porque esqueceram dele nem nada, mas simplesmente porque seu trabalho não faz mais diferença nenhuma ali. A Lucky Strike pode representar mais da metade dos negócios da SCDP, mas vestir fantasia de Papai Noel e puxar o saco do Lee Garner Jr. não é exatamente uma coisa que SÓ o Roger saiba fazer.</p>
<p>Já com Don Draper, a coisa é completamente diferente. Ele continua sendo indispensável. A ideia dele de fingir que a SCDP tava gravando um comercial pros japoneses me deixou quase na mesma empolgação da <em>season finale</em> da temporada passada. Eu amo o jeito como Mad Men dá tempo pra que a gente contemple com calma a vida de cada um dos seus personagens, mas às vezes faz falta essa adrenalina do trabalho corrido e competitivo da publicidade. Dá um ritmo mais rápido ao episódio, e mostra que apesar de Don Draper e cia. não serem as melhores pessoas do mundo, pelo menos dentro do escritório eles sabem fazer a coisa certa. E até por isso que <strong><em>The Chrysanthemum and the Sword</em></strong> é um título que funciona tão bem. A espada é o Don publicitário, que corta a concorrência (me matem por esse trocadilho). Já o crisântemo, a flor dos funerais, é o Don que não sabe o que fazer com a sua própria vida e cava um buraco cada vez maior pra si mesmo. (Me matem de novo e me enterrem por esse outro trocadilho).</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/09/madmen405-2.jpg" alt="Mad Men Don Draper Betty Sally Bobby" /></p>
<p>É incrível como em uma das únicas noites que Don tem pra passar com os filhos, ele decide deixá-los com a vizinha e jantar com uma garota com quem ele nem se importa muito. É só mais uma. Resultado: Sally começa a dar cada vez mais problemas. Só que a culpa não é toda do Don. Quando chega em casa de cabelo cortado, a primeira coisa que Sally recebe da mãe é um tapa na cara. O único que parece sensato na história ao tratar com as crianças é o Henry, mas o jeitão bonzinho e certinho dele contrasta tanto com os podres do casal (e de todos os outros personagens da série), que eu acabo me irritando com o cara. Tudo o que ele fez até agora, apesar de gentil, só afasta mais a Betty dos holofotes principais.</p>
<p>Até porque ela pode não ser a personagem mais carismática do mundo, mas Betty é uma pessoa interessante pra caramba de se assistir. A conversa rápida com a psicóloga da Sally prova como é ela mesma que precisa muito mais de ajuda profissional do que a filha; a ajuda que Sally precisa de verdade é a dos pais. Pena que do jeito que as coisas estão, quando (e se) Don e Betty se reestabelecerem (não como um casal, mas como boas pessoas mesmo), provavelmente já vai ser tarde demais. A única coisa que me assusta um pouco nessa trama é que, apesar de ser legal pra caramba acompanhar essas consequências na Sally, eu imagino que tipo de instrução é dada a Kiernan Shipka numa cena igual àquela em que ela se masturba. A atriz também tem só dez anos, ok, Matthew Wheiner?</p>
<h3 style="text-align: center;"><em>I know that the man pees inside the woman.</em><span style="font-weight: normal; color: #c0c0c0;"><br />
(AHAHAHA)</span></h3>
<p>As duas histórias do episódio, da Sally e da Honda, não combinam exatamente, não comunicam muito entre si. Mas também é assim com americanos e japoneses. Com Don Draper e Betty Draper. Com crisântemos e espadas. Com Mad Men e derrota-no-Emmy. <strong><em>The Chrysanthemum and the Sword</em></strong> pode ter mostrado duas tramas que não se encaixam muito bem &#8212; como em <strong><em><a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x03-the-good-news/" target="_blank">The Good News</a></em></strong> &#8212;, mas diferente do 4&#215;03, dessa vez eu me empolguei com ambas.</p>
<p>No ritmo que essa 4ª temporada vai seguindo, não duvidem de um tetracampeonato de Mad Men no Emmy do ano que vem.</p>
<p>_____</p>
<p><strong>P.S.: </strong>Me amarro nas exclamações que o Pete solta quando tá irritado. Nessa temporada já teve uma que eu não lembro, mas ano passado foi &#8220;<em>JESUS, MARY AND JOSEPH!</em>&#8220;, e nesse episódio, ainda melhor: &#8220;<em>CHRIST ON A CRACKER!</em>&#8221;</p>
<p><strong>P.S. 2: </strong>Quero ver se em &#8220;<em>O Crisântemo e a Espada</em>&#8221; tem alguma parte que fale da sutiliza dos japoneses. A Joan ia adorar ler esse capítulo.</p>
<p><strong>P.S. 3: </strong>A secretária do Don tá transformando essa temporada na mais engraçada de Mad Men.</p>
<p><strong>P.S. 4: </strong>Bobby chamando a irmã de mongolóide &lt;3</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x05-the-chrysanthemum-and-the-sword/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>E os vencedores do… Jerry!</title>
		<link>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/e-os-vencedores-do-jerry/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=e-os-vencedores-do-jerry</link>
		<comments>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/e-os-vencedores-do-jerry/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 15:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Breaking Bad]]></category>
		<category><![CDATA[Community]]></category>
		<category><![CDATA[Glee]]></category>
		<category><![CDATA[Lost]]></category>
		<category><![CDATA[Mad Men]]></category>
		<category><![CDATA[Modern Family]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apaixonadosporseries.com.br/?p=14938</guid>
		<description><![CDATA[Você que está esperando ansiosamente o Emmy hoje, saiba que a sociedade dos blogs de séries já revelou os seus resultados para o premio mais digno da televisão: o Jerry! Aqui o pessoal é mais qualificado para escolher do que os jurados do Emmy. A paixão dos fãs é levada em conta, são tendenciosos com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você que está esperando ansiosamente o Emmy hoje, saiba que a <a href="http://sociedadedosblogsdeseries.wordpress.com/" target="_blank">sociedade dos blogs de séries</a> já revelou os seus resultados para o premio mais digno da televisão: o <strong>Jerry</strong>! Aqui o pessoal é mais qualificado para escolher do que os jurados do Emmy. A paixão dos fãs é levada em conta, são tendenciosos com as séries sim! Afinal, quem pode eleger os melhores se não quem mais entende das séries, os fãs?</p>
<p>Não sabemos se os jurados do Emmy farão justiça hoje a noite, mas aqui, não se podia esperar resultado melhor para o Jerry! Uma votação em que <strong>Breaking Bad e Modern Family</strong> foram os grandes vencedores da noite! E <strong>Lost</strong> ainda levou o prêmio de direção!</p>
<p><strong>Série Dramática &#8211; </strong><em>Breaking Bad</em></p>
<p><strong>Série de Comédia &#8211; </strong><em>Community</em></p>
<p><strong>Elenco em Série Dramática &#8211; </strong><em>Mad Men</em><br />
<strong><br />
Elenco em Série de Comédia &#8211; </strong><em>Modern Family</em></p>
<p><strong>Interprete Revelação &#8211; </strong>Eric Stonestreet em <em>Modern Family</em></p>
<p><strong>Ator em Série Dramática &#8211; </strong>Bryan Cranston em <em>Breaking Bad </em>( segunda vitória)</p>
<p><strong>Atriz em Série Dramática &#8211; </strong>Anna Gunn em<em> Breaking Bad</em></p>
<p><strong>Ator em Série de Comédia &#8211; </strong>Ty Burrell em <em>Modern Family</em></p>
<p><strong>Atriz em Série de Comédia &#8211; </strong>Amy Poehler em <em>Parks and Recreation</em></p>
<p><strong>Ator Coadjuvante em Série Dramática &#8211; </strong>John Noble em<em> Fringe</em></p>
<p><strong>Atriz Coadjuvante em Série Dramática &#8211; </strong>Olivia Williams em <em>Dollhouse</em></p>
<p><strong>Ator Coadjuvante em Série de Comédia &#8211; </strong>Eric Stonestreet  em <em>Modern Family</em></p>
<p><strong>Atriz Coadjuvante em Série de Comédia &#8211; </strong>Jane Lynch em<em> Glee</em></p>
<p><strong>Roteiro &#8211; </strong>Vince Gilligan por <em>Breaking Bad</em></p>
<p><strong>Direção &#8211; </strong>Jack Bender por <em>Lost</em></p>
<p><strong>Trilha Sonora &#8211; </strong><em>Glee</em></p>
<p><strong>Reality/Game Show &#8211; </strong><em>The Amazing Race</em> (quarta vitória)</p>
<p><strong>Programa Brasileiro &#8211; </strong><em>Som e Fúria</em></p>
<p><em><span style="font-style: normal;">Mais categorias premiadas <a href="http://sociedadedosblogsdeseries.wordpress.com/2010/08/24/jerry-2010-vencedores-lista-simples/#more-1155" target="_self">aqui</a>.</span></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/e-os-vencedores-do-jerry/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>[Review] Mad Men 4&#215;04 &#8211; The Rejected</title>
		<link>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x04-the-rejected/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=review-mad-men-4x04-the-rejected</link>
		<comments>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x04-the-rejected/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 08:47:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mad Men]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[alison brie]]></category>
		<category><![CDATA[allison brie]]></category>
		<category><![CDATA[anos 60]]></category>
		<category><![CDATA[Community]]></category>
		<category><![CDATA[don]]></category>
		<category><![CDATA[don draper]]></category>
		<category><![CDATA[Elisabeth Moss]]></category>
		<category><![CDATA[elizabeth moss]]></category>
		<category><![CDATA[john slattery]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4x04]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4ª temporada]]></category>
		<category><![CDATA[malcolm x]]></category>
		<category><![CDATA[matthew weiner]]></category>
		<category><![CDATA[Peggy]]></category>
		<category><![CDATA[peggy olson]]></category>
		<category><![CDATA[pete]]></category>
		<category><![CDATA[pete cambell]]></category>
		<category><![CDATA[the rejected]]></category>
		<category><![CDATA[Vincent Kartheiser]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apaixonadosporseries.com.br/?p=14620</guid>
		<description><![CDATA[Eu não sei até que ponto o meu envolvimento com essa temporada de Mad Men influencia no quanto eu tô gostando dela. Eu gostei muito de todos os episódios da 3ª temporada no ano passado, mas dessa vez eu ando tão mais empolgado em assistir cada detalhe de cada episódio com tanto cuidado, que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/08/madmen404-1.jpg" alt="Mad Men" /></p>
<p>Eu não sei até que ponto o meu envolvimento com essa temporada de <strong>Mad Men</strong> influencia no quanto eu tô gostando dela. Eu gostei muito de todos os episódios da 3ª temporada no ano passado, mas dessa vez eu ando tão mais empolgado em assistir cada detalhe de cada episódio com tanto cuidado, que eu fico um pouco na dúvida se essa 4ª temporada tá realmente boa igual eu imagino, ou se é só a minha proximidade maior que me deixa cada vez mais apaixonado pela série. De qualquer jeito, <strong>The Rejected</strong> é concorrente forte pra entrar na minha lista de episódios favoritos de Mad Men porque poucas vezes eu lembro da série ter brincado com tantas histórias diferentes ao mesmo tempo sem fazê-las parecerem triviais. Pelo contrário, praticamente tudo o que aconteceu em <strong>The Rejected</strong> traz desenvolvimentos importantes pra caramba nas tramas de diversos personagens. É surpreendente que na estreia de John Slattery na direção da série (direção de qualquer coisa, na verdade), Mad Men apresente um episódio tão gostoso de se assistir.</p>
<p>Depois do episódio de Natal, o relacionamento de Don com Allison ficou escondido sob uma máscara que, pra Don, é muito conveniente, mas pra Allison, se prova cada vez mais difícil de sustentar. Quando a Dr. Miller chama as garotas pra reunião de pesquisa, o cenário montado é perfeito pra mostrar isso. Don tá ali atrás do vidro, assistindo a tudo, e por mais que ele se sinta desconfortável ao ver a Allison desabando depois que uma de suas colegas de trabalho fala mal do namorado, ainda existe uma barreira entre os dois. É quase como se o Don estivesse assistindo a tudo pela televisão. Ele pode até se sentir mal pelo que vê, mas o vidro evidencia o distanciamento que existe ali. Por bem ou por mal, a choradeira de Allison é algo distante de suas preocupações. Não é nem que ele não QUEIRA atravessar aquela barreira &#8212; ele até tenta ajudar com a carta de recomendação (pelo menos até sugerir que a Allison mesma escrevesse) &#8212; a questão é que ele não pode e nem conseguiria atravessar as distâncias gigantescas que existem entre os dois. E dentre todas essas distâncias (conflito de gerações, ética profissional, autopreservação&#8230;), a que fala mais alto é exatamente a mais simples: Allison é uma boa pessoa. Don, não.</p>
<p>Isso anda se tornando presente não só pra gente, como pros próprios personagens. Quando Allison vai embora da agência, quem ocupa o seu lugar é a secretária velha, que fala alto, que não escuta direito, e principalmente, que nunca vai cair no charme embrigado de Don, nem dormir com ele na primeira oportunidade que surgir <span style="text-decoration: line-through;">(OU VAI?)</span>. Já no final do episódio, discutindo os resultados da pesquisa com as garotas, Don insiste com a Dr. Miller: <em>&#8220;You can&#8217;t tell how people are going to behave based on how they have behaved.&#8221;</em> O irônico é que Don se tornou patético e previsível justamente porque todo mundo já percebeu como seu comportamento funciona. A frase dele é válida pra caramba no universo da publicidade, e provavelmente foi a jogada certa recusar a ideia do casamento como <em>briefing </em>pra campanha do creme. O problema é que, apesar de Don ter um olhar eficaz pra observar o mundo ao seu redor, o que ele não sabe é se encaixar nessa nova geração que surge nos anos 60. A vida dele tá quase fadada àquela rotina enfadonha que a última cena mostrou tão bem ao concluir o episódio. Don tá muito mais perto da velhice dos seus vizinhos do que da juventude contagiante da Peggy.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/08/madmen404-2.jpg" alt="Mad Men Peggy Olson" /></p>
<p>Que, sem dúvidas, foi a personagem que eu mais gostei de ver em cena nessa semana. Ela ainda tem medo de ficar sozinha e sonha com um casamento (como foi mostrado na cena dela experimentando a aliança da Dr. Miller), mas a nova amizade com a Joyce (Zosia Mamet, vista recentemente em <strong><a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/united-states-of-tara/" target="_blank">United States of Tara</a></strong>) mostrou uma Peggy tão mais leve, tão mais confiante de sua posição&#8230; A Elisabeth Moss vem trazendo uma alegria pra personagem que se encaixa em <strong>The Rejected</strong> como uma luva, porque é ela a responsável em evidenciar não só a diferença de gerações em Mad Men, como a diferença de postura. Ela não é muito mais velha que a Allison, mas tem uma cabeça tão diferente da secretária que coloca as duas personagens em patamares completamente diferentes. Peggy não é só a mulher moderna. Ela é a modernidade. É ela que vai na festa e fuma maconha (não pela primeira vez, claro: <em>&#8220;My name is Peggy Olson and I&#8217;d like to smoke some marijuana&#8221; </em>é um clássico da 3ª temporada), presencia o lesbianismo da amiga, se encanta com o experimentalismo da <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Videoarte" target="_blank">videoarte</a></strong> e se interessa pelo assassinato de <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Malcolm_X" target="_blank">Malcolm X</a></strong> &#8212; que, por sinal, coloca esse episódio dois meses após o anterior, já que a morte do ativista americano aconteceu no final de fevereiro de 1965.</p>
<p>E o mais legal é que o grande desenvolvimento no episódio envolve muito menos tempo de tela pra Elisabeth Moss, mas mesmo assim levanta questões que vêm desde a primeira temporada. A gravidez de Trudy e a felicidade de Pete mostram um avanço TÃO grande na história dele com a Peggy. Enquanto ela não é mais a secretária que se encanta e vai <span style="text-decoration: line-through;">pra cama</span> pro sofá com qualquer funcionário da agência (e engravida!), Pete também já não é mais o cara mimado completamente inseguro de sua posição não só no casamento, como no trabalho. O pulso firme dele pra conseguir transformar a conta da Clearasil em uma conta milionária pra SCDP foi brilhante. Ele não tá nem aí se o sogro dele o chama de filho da puta. Ele conseguiu o melhor que podia pra agência e ainda tem um filho a caminho. Eu acredito muito na sinceridade da cena em que Peggy parabeniza o novo papai da série. Os dois talvez ainda não sejam as pessoas perfeitas que procuram ser (algum de nós algum dia chega lá?), mas com certeza eles estão no caminho certo, cada vez mais confortáveis da posição em que ocupam em suas respectivas vidas. De um lado, Peggy e seus novos amigos. Do outro, Pete e seus novos clientes.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/08/madmen404-3.jpg" alt="Mad Men Pete Campbell" /></p>
<p><strong>The Rejected</strong> reuniu todas as qualidades de Mad Men e colocou tudo pra funcionar em uma hora praticamente perfeita. Foi um dos episódios mais dinâmicos da série porque deu espaços preciosos pra três de seus personagens principais sem medo de supervalorizar ou desprezar qualquer um deles. Pete, Peggy e Don formaram um conjunto MUITO interessante, que soube expressar bem demais o conflito de gerações dos anos 60. Quando eu chegar nos meus 80 e reclamar que a minha esposa ignorou as pêras que eu tanto pedi, me lembrem de rever <strong>The Rejected</strong> e lembrar que em 1965 existia um cara muito mais novo e muito mais rejeitado do que eu.</p>
<p>Don Draper, sua situação não tá boa não, cara.</p>
<p>_____</p>
<p><strong>P.S.: </strong>John Slattery agradou Matthew Wheiner. O cara que iria dirigir o penúltimo episódio dessa temporada arrumou outro trabalho e deixou o cargo em aberto &#8212; agora ocupado pelo intérprete de Roger. Responsabilidade grande, já que os penúltimos episódios de Mad Men têm o costume de dar espaço pra grandes acontecimentos. (1ª temporada: disputa Nixon Vs. Kennedy; 2ª temporada: crise dos mísseis de Cuba; 3ª temporada: assassinato de Kennedy).</p>
<p><strong>P.S. 2: </strong>Por sinal, uma das cenas mais legais que Slattery dirigiu foi a espiadela da Peggy depois que a Allison se revoltou com Don. Ri muito da cabeça da Peggy aparecendo do nada ali no cantinho, sem que fosse preciso nenhum movimento de câmera.</p>
<p><strong>P.S. 3:</strong> Tô numa maratona de <strong><a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/mad-men/" target="_blank">Community</a></strong>, e não tenho como terminar esse post sem dedicar uma parte à Alison Brie. Primeiro porque não tem como não gostar dela. Segundo porque, como atriz, ela realmente manda bem pra caramba. Aliás, é legal notar como Trudy e Pete cada vez funcionam melhor como um casal, fazendo um contraste gigante com o episódio anterior nas cenas de Joan com o marido.</p>
<p><strong>P.S. 4: </strong>Segundo episódio seguido sem nenhuma participação da Betty. Pior, sem nenhuma participação da Sally.</p>
<p><strong>P.S. 5: </strong>Cooper apareceu só uma vez no episódio, praticamente como figurante. Mas também serviu pra sustentar o argumento do conflito de gerações: era ele o plano de fundo na cena em que a Joyce aparece na SCDP pra chamar a Peggy pra festa.</p>
<p><strong>P.S. 6: </strong>Pete batendo com a cabeça na parede igual a Peggy batendo com a cabeça na mesa. Não tem nada de mais, mas é legal descobrir esse tipo de detalhe num episódio que é basicamente sobre eles.</p>
<p><strong>P.S. 7: </strong>Quase esqueci: Ken de volta! Até gostei da participação dele, mas nunca fui muito com a cara do personagem. Foi bom rever, mas fico satisfeito se ele continuar distante.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x04-the-rejected/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>[Review] Mad Men 4&#215;03 &#8211; The Good News</title>
		<link>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x03-the-good-news/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=review-mad-men-4x03-the-good-news</link>
		<comments>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x03-the-good-news/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 06:54:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mad Men]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[california]]></category>
		<category><![CDATA[Christina Hendricks]]></category>
		<category><![CDATA[don draper]]></category>
		<category><![CDATA[jared harris]]></category>
		<category><![CDATA[Joan]]></category>
		<category><![CDATA[joan holloway]]></category>
		<category><![CDATA[jon hamm]]></category>
		<category><![CDATA[lane pryce]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4x03]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4ª temporada]]></category>
		<category><![CDATA[mad men review]]></category>
		<category><![CDATA[pryce]]></category>
		<category><![CDATA[sterling cooper]]></category>
		<category><![CDATA[sterling cooper draper pryce]]></category>
		<category><![CDATA[the good news]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apaixonadosporseries.com.br/?p=14410</guid>
		<description><![CDATA[Minha rotina pra escrevar as reviews dessa temporada de Mad Men anda sendo a seguinte: vejo o episódio já na madrugada de domingo, revejo tudo na madrugada de quarta, e finalmente escrevo e publico a review na manhã de quinta. Acontece que a primeira vez que eu assisti a The Good News foi tão estranha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha rotina pra escrevar as reviews dessa temporada de <strong>Mad Men</strong> anda sendo a seguinte: vejo o episódio já na madrugada de domingo, revejo tudo na madrugada de quarta, e finalmente escrevo e publico a review na manhã de quinta. Acontece que a primeira vez que eu assisti a <strong><em>The Good News</em></strong> foi tão estranha que eu quase preferi pular essa segunda parte. Sorte que, no último segundo, mudei de ideia.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/08/madmen403-1.jpg" alt="Mad Men Don Draper" /></p>
<p><strong><em>The Good News</em></strong> não foi um dos meus episódios favoritos de Mad Men. Além de algumas outras coisas que eu vou discutir mais pra baixo, a viagem de Don pra California soou MUITO estranha. O que era novidade na segunda temporada quando Don encontrou a verdadeira Mrs. Draper, dessa vez deu lugar a cenas desconfortáveis que pareciam não se encaixar de jeito nenhum com o resto do episódio. Assistindo pela segunda vez, porém, fiquei com uma pulga gigante atrás da orelha imaginando como essa falta de coesão talvez tenha sido uma armadilha proposital e efetiva. Isso não elimina de jeito algum o fato de eu preferir infinitamente que essas cenas californianas dessem lugar a personagens que ficaram completamente ausentes no episódio, como Peggy, Pete e Roger, mas é empolgante a tarefa de tentar encontrar algum sentido em meio a tudo que a viagem de Don rendeu.</p>
<p>Mad Men se transforma completamente quando Don vai pras bandas de lá. A trilha sonora muda, as cores mudam, tudo fica mais vivo. Afinal, é o lugar onde Don pode ser Dick e não existe julgamento por isso. Só que agora que a personalidade verdadeira de Don tá tão presente até em Nova York, a fuga pro Oeste já não funciona tanto. Quando ele dá em cima de Stephanie, o que o cara tá mostrando não é a aquela mesma faceta de garanhão de sempre, mas de um homem que não comanda o jogo como antes. Que tá envelhecendo e ficando pra trás. E pior, quando ele descobre sobre o câncer de Anna, é decretado de vez que a Califórnia como válvula de escape não dura pra sempre. De um jeito ou de outro, ela se desmorona aos poucos&#8230; Na volta pra casa, já no avião, a aeromoça acorda o Don e a edição sobreposta faz com que toda a viagem pareça só um sonho. Essa até podia ser a intenção de Don, mas, no final das contas, tudo aquilo foi muito mais uma pesadelo.</p>
<p>E mesmo depois do pesadelo, o que ele encontra na &#8216;vida real&#8217; é ainda mais triste. Na véspera de ano novo, a melhor companhia de Don é a de uma prostituta, a mulher que mais o conhece nessa nova vida de solteiro e que mais tá acostumada com o seu novo apartamento &#8212; como nota a estrela do episódio, o absolutamente genial <strong>Lane Pryce</strong>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/08/madmen403-2.jpg" alt="Mad Men Lane Pryce" /></p>
<p>Eu não canso de falar que o Roger é o personagem que mais me faz rir em Mad Men, mas eu nunca soltei risada tão alta quanto nas cenas do Pryce bêbado nesse episódio. Desde que foi apresentado à série na temporada passada, Pryce é o <em>workaholic</em> odiado e excluído pelos funcionários da agência, porque é dele a tarefa ingrata de ficar em cima das despesas, cobrar das pessoas o trabalho que o dinheiro da empresa paga. Só que dessa vez a gente pôde ver que o vício em trabalho do britânico vai um pouco além de querer manter os negócios da SCDP em dia. Ele também sofre na vida pessoal e se afunda nas papeladas do escritório pra tentar esquecer um pouco dos problemas que vive com a mulher. Chega a ser engraçado o cara indo pra cima do Don atrás de conselhos pra relação.</p>
<p>Entretanto, o mais engraçado é que mesmo preferindo ficar na defensiva e não aconselhar ninguém, Don dá o melhor conselho da noite mesmo sem querer. <em>&#8220;Is that what you want? Or is that what people expect out of you?&#8221;</em> Don na verdade só repetiu o que a empresária de pesquisa de mercado o falou no episódio anterior, mas sua relevância, não só no caso de Pryce, como no universo da série inteira, é interessante pra caramba. Os personagens de Mad Men &#8212; aliás, não só os personagens, nós também &#8212; estão sempre correndo atrás do melhor pra si mesmos, mas toda hora esbarram em obstáculos que têm muito mais a ver com a imagem que tentam passar do que com aquilo que buscam de verdade.</p>
<p>É algo que até mesmo a <strong>Joan </strong>tem que enfrentar. Atrás da personalidade forte que a personagem carrega, tem uma mulher sofrendo pra conseguir montar uma família. A cena de Joan desabando no ombro no marido é de rachar o coração porque quebra um pouco das expectativas que a sua imagem sempre tão centrada nos passa. Eu só não fui tão fã desse arco durante o episódio porque acabou soando um pouco redundante com tudo que a gente já viu no decorrer da 3ª temporada. Com a exceção da revelação dos abortos, nenhuma das dificuldades que Joan vive com o marido é novidade.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/08/madmen403-3.jpg" alt="Mad Men Joan Holloway" /></p>
<p>Apesar de eu fechar a cara com a Califórnia de <strong><em>The Good News</em></strong>, depois que Don voltou da viagem, minhas expectativas foram atentidas com as cenas protagonizadas pelo trabalho cada vez  mais fantástico de Jared Harris. Foi divertida (e trágica) a demissão da secretária de Pryce depois que ela se enrolou com a entrega das rosas, mas nada supera as cenas dele no cinema assistindo Godzilla e depois, no jantar, brincando de cowboy com o pedaço de bife. Coisa de gênio. <em>&#8220;It&#8217;s been a magnificent year&#8221;</em> diz um Pryce ainda sóbrio em determinado momento do episódio. A gente só passou 3 semanas em 1964 pra saber se a afirmação é 100% verdadeira, mas tô torcendo pra que, no final da temporada, a gente possa dizer o mesmo desse próximo ano que a série começará a retratar.</p>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Gentlemen, shall we begin 1965?</span></em></h2>
<p>_____</p>
<p><strong>P.S.: </strong>Três episódios, três feriados. <em>Thanksgiving</em>, Natal e Ano Novo. Será que a tradição se mantém semana que vem?</p>
<p><strong>P.S. 2: </strong>Engraçado ver Anna e Don discutindo sobre OVNIs&#8230; As cenas na California foram quase isso.</p>
<p><strong>P.S. 3: </strong>Eu não falei no meio da review, mas odiei a forma que eles usaram o câncer pra causar impacto na relação da Anna com o Don. É um truque TÃO manjado nas séries, que foi um pouco decepcionante vê-lo em Mad Men de maneira tão convencional.</p>
<p><strong>P.S. 4: </strong><em>Stand-up comedy</em> é mais velho do que eu imaginava.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x03-the-good-news/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>[Review] Mad Men 4&#215;02 &#8211; Christmas Comes But Once A Year</title>
		<link>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x02-christmas-comes-but-once-a-year/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=review-mad-men-4x02-christmas-comes-but-once-a-year</link>
		<comments>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x02-christmas-comes-but-once-a-year/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 09:24:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mad Men]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[betty draper]]></category>
		<category><![CDATA[christmas comes but once a year]]></category>
		<category><![CDATA[don draper]]></category>
		<category><![CDATA[elizabeth moss]]></category>
		<category><![CDATA[episódio de natal]]></category>
		<category><![CDATA[january jones]]></category>
		<category><![CDATA[joan holloway]]></category>
		<category><![CDATA[jon hamm]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4x02]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4ª temporada]]></category>
		<category><![CDATA[mad men review]]></category>
		<category><![CDATA[matthew weiner]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[peggy olson]]></category>
		<category><![CDATA[roger sterling]]></category>
		<category><![CDATA[sally draper]]></category>
		<category><![CDATA[sterling cooper]]></category>
		<category><![CDATA[sterling cooper draper pryce]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apaixonadosporseries.com.br/?p=14041</guid>
		<description><![CDATA[Eu amo Natal. Amo a época de Natal, o clima de Natal, o cheiro de Natal. Sou fanboy do Papai Noel e vejo com maus olhos quem não compartilha da opinião. Mas tô abrindo uma exceção pro Natal de 1964. Final de dezembro é data de festa, mas muita gente na Sterling Cooper Draper Pryce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu amo Natal. Amo a época de Natal, o clima de Natal, o cheiro de Natal. Sou fanboy do Papai Noel e vejo com maus olhos quem não compartilha da opinião. Mas tô abrindo uma exceção pro Natal de 1964. Final de dezembro é data de festa, mas muita gente na <strong><em>Sterling Cooper Draper Pryce</em></strong> não tinha motivo nenhum pra comemorar.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/08/madmen402-1.jpg" alt="Mad Men Don Draper Lee Garner Jr" /></p>
<p>O Don, por exemplo. Ele não é uma boa pessoa &#8212; e isso não é novidade. Eu não saberia contar quantas vezes a gente já assistiu ao cara traindo a Betty. Mas o que ele fez com a sua secretária nesse episódio conseguiu ir um pouco além de qualquer problema conjugal que ele já tenha causado. A imagem que ele tanto repudiava (e que tanto julgou na relação do Roger com a Jane), foi justamente a que ele desenhou pra si mesmo com Allison. Don tá sozinho, longe dos filhos&#8230; blá, blá blá. Como sempre. Ainda existem várias brechas que deixam as ações de Don muito mais compreensíveis do que deveriam ser, mas as desculpas habituais já não colam como antes.</p>
<p>No começo do episódio, ele paga de Papai Noel com a carta escrita pelas crianças &#8212; e o pedido de Sally pra que Don apareça na manhã de Natal, mesmo sabendo que isso é impossível, é de apertar o coração. O problema é que no final dos 40 e tantos minutos, o presente do bom velhinho pra Allison é um cartão frio com duas notas de $50 que parecem muito mais um pagamento pra noite anterior do que um bônus pro trabalho da secretária. Fica difícil a imagem de canalha não sobressair sobre a de homem-solitário-que-sofreu-na-infância-e-nunca-conseguiu-encontrar-sua-verdadeira-personalidade. Foi mal, Don, mas dessa vez não tem como se salvar.</p>
<p>Outra que insiste em tomar péssimas decisões em sua vida pessoal é a <strong>Peggy</strong>. O que não é surpresa se a gente reparar na relação dela com o Don durante toda a série, e que, nesse episódio, se mostrou bem presente. Além de ter sido a única a receber um &#8216;feliz natal&#8217; do cara (um &#8216;feliz natal&#8217; verdadeiro, pelo menos), Peggy provavelmente também foi a única que realmente entendeu porque Don fugiu do questionário da empresa de pesquisa de mercado. Os dois compartilham de uma sinceridade marcante não só por sofrerem problemas parecidos, como também por cometerem erros parecidos. O medo de Peggy de ficar sozinha faz com que ela brinque com Mark. Ela inventa a virgindade, e quanto Freddy a aconselha a não enrolar demais o namorado, ela cede a &#8216;primeira vez&#8217; ao garoto só pra ter alguém com quem passar o ano novo&#8230; Dá pra ver pela sua cara que ela sabe que Mark não é o homem certo, e que, no final das contas, esse relacionamento não vai a lugar algum.</p>
<p>E apesar de tudo isso, foi na SCDP que o episódio pegou fogo. Mais do que qualquer Don Draper, <strong>Lee Garner Jr.</strong> é a definição mais perfeita no universo praquele palavrão que vocês sabem que eu tô pensando. A Lucky Strike representa 70% dos negócios da agência, e não existe solução pra manter a empresa de pé a não ser babar ovo do cara e aceitar de cabeça baixa todas as humilhações que ele exige &#8212; principalmente depois do problema com o Sal na temporada passada. É claro que eu morri de rir do Harry pedindo mil desculpas pro Roger enquanto ele sentava em seu colo pra tirar a foto. O problema é saber que esse tipo de pessoa existe MESMO. Eu convivi bem pouco com clientes na minha vida (que nem eram lá tão ruins), mas pra quem é da área, provavelmente não existe nada mais certo do que aquilo que Sterling-pai costumava dizer: <strong><em>This is the greatest job in the world, except for the clients. </em></strong>Bem capaz que esses mesmos clientes sejam os responsáveis pelo crescimento na taxa de sucídios na época de fim de ano &#8212; como disse a nova vizinha de Don, <strong><a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/greys-anatomy/" target="_blank">Dr. Reed</a></strong>.</p>
<p>Que, por sinal, já é uma das CINCO (?) novas opções de Don nessa temporada. Isso sem contar a Betty, que praticamente não apareceu no episódio &#8212; só serviu de coadjuvante pra trama da filha, que vem ganhando um destaque cada vez maior e que muito me agrada. Vai ser interessante acompanhar um pouco do universo de Mad Men visto pela perspectiva de <strong>Sally</strong>, e a revolta dela com o divórcio dos pais unida ao relacionamento com um garoto também revoltado me deixa torcendo pra que as coisas esquentem mais do que ovos e farinha espalhados pela casa.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/08/madmen402-2.jpg" alt="Mad Men Sally Draper" /></p>
<p>Sabem aquelas listas de final de ano que reúnem os melhores episódios de Natal das séries? Pois é, esqueçam. Esse episódio não se encaixa nelas. O Natal de <strong><em>Christmas Comes But Once A Year</em></strong> é um Natal triste, melancólico. É um Natal em agosto. Mad Men pegou a felicidade de uma noite natalina pra contrastar com as dificuldades que a maioria dos personagens tá vivendo. O episódio pode até ter sido beeem divertido, mas a vida daquela galera não tá muito não. Parece que nos anos 60 o Papai Noel esqueceu de sair do Pólo Norte.</p>
<p>_____</p>
<p><strong>P.S.: </strong>Confesso: eu mal lembrava porque Freddy tinha sido demitido da Sterling Cooper. Googlando rápido me envergonhei de ter esquecido da <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=YWCz3omZpMk" target="_blank">cena excelente em que ele se mija nas calças</a></strong>. Preciso rever a segunda temporada.</p>
<p><strong>P.S. 2: </strong>A cena da reunião com a galera de pesquisa de mercado foi o resumo perfeito de quem é Harry Crane. Ele fica receoso de pegar os biscoitos, quando pega, enche a mão, e quando vai preencher o questionário, tenta esconder o que tá escrevendo. Ansioso, inseguro e guloso.</p>
<p><strong>P.S. 3:</strong> <em>&#8220;- Is somebody in the house? (&#8230;) &#8211; Maybe it&#8217;s a bear!&#8221; </em>Bobby Draper cada vez mais legal.</p>
<p><strong>P.S. 4: </strong>Curiosidade do dia: o Glen &#8212; que antes do envolvimento com Sally nesse episódio, foi obcecado pela Betty na 2ª temporada &#8212; é interpretado pelo filho do <strong>Matthew Weiner</strong>, criador de Mad Men.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x02-christmas-comes-but-once-a-year/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>[Review] Mad Men 4&#215;01 &#8211; Public Relations</title>
		<link>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x01-public-relations/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=review-mad-men-4x01-public-relations</link>
		<comments>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x01-public-relations/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 08:48:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mad Men]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[betty draper]]></category>
		<category><![CDATA[don draper]]></category>
		<category><![CDATA[jon hamm]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4x01]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4ª temporada]]></category>
		<category><![CDATA[matthew weiner]]></category>
		<category><![CDATA[peggy olson]]></category>
		<category><![CDATA[public relations]]></category>
		<category><![CDATA[roger sterling]]></category>
		<category><![CDATA[scdp]]></category>
		<category><![CDATA[sterling cooper]]></category>
		<category><![CDATA[sterling cooper draper pryce]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apaixonadosporseries.com.br/?p=13785</guid>
		<description><![CDATA[Nas três primeiras temporadas de Mad Men, Don Draper era um personagem misterioso, reservado. Ninguém sabia nada sobre ele. Pouco a pouco esse estigma foi caindo à medida em que a gente descobria mais sobre seu passado, seus sofrimentos de infância&#8230; O Dick Whitman por trás de tudo. Mas não foi só a gente que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmen401-1.jpg" alt="Mad Men Don Draper" /></p>
<p>Nas três primeiras temporadas de Mad Men, <strong>Don Draper</strong> era um personagem misterioso, reservado. Ninguém sabia nada sobre ele. Pouco a pouco esse estigma foi caindo à medida em que a gente descobria mais sobre seu passado, seus sofrimentos de infância&#8230; O Dick Whitman por trás de tudo. Mas não foi só a gente que descobriu esses segredos. Alguns personagens-chave passaram a conhecer a verdadeira <em>persona </em>de Don Draper, e quando finalmente chegou a vez de Betty ficar à par disso tudo, era porquê tava na hora do jogo mudar. E mudou MUITO. A essência da série continua intacta, mas todo o universo ao redor dela sofreu uma cacetada de renovações. No <strong><a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/mad-men-recapitulando-a-3%C2%AA-temporada/" target="_blank">post recapitulando a terceira temporada</a></strong>, eu falei que Don agora era muito mais do que a máscara de um passado sofrido. Que ele finalmente era dono de sua própria vida. <strong><em>Public Relations</em></strong> quase nos mostra o contrário disso &#8212; um Don ainda mais perdido. Mas a reviravolta no final do episódio com ele tomando as rédeas da empresa e fazendo jus ao nome que agora carrega na porta me fez pular da cadeira de empolgação.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Mad Men is freaking back.</span></h2>
<p>Pouco menos de um ano se passou entre o final da temporada passada e o começo dessa, mas já foi tempo suficiente pra <strong><em>Sterling Cooper Draper Pryce</em></strong> se estabelecer no mercado, principalmente depois do sucesso da propaganda que Don criou pra Glo-Coat. Mesmo assim, os negócios da agência não vão lá tão bem. A Sugarberry tava quase caindo fora, e Ho-Ho desistiu de vez de seu negócio quando Don não mencionou nada sobre <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jai_alai" target="_blank">Jai-Alai</a></strong> na entrevista do começo do episódio &#8212; mesmo que Harry tenha conseguindo encontrar na ABC um espaço pro programa bizarro que o cara queria montar. Só não mais bizarro que o bronzeado do próprio Harry depois de sua viagem pra Los Angeles. Sério, a testa dele parecia que pegava fogo de tão vermelha. Não entendi o porquê daquilo.</p>
<p>O que eu entendi &#8212; mas só por causa do Google &#8212; foi o teatro de Peggy com o novo personagem, Joey, declamando <em>Jooohhhhnnnn </em>e<em> Maaaarrrrsha</em> um ao outro. Isso faz parte de uma <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pcDiB4y9oOE" target="_blank">paródia de Stan Freberg</a></strong> de 1951, que estourou nas rádios na época em que foi lançada. Stan Freberg é praticamente o pai da comédia em campanhas publicitárias, e adequadamente, foi fazendo rir que Peggy executou a sua ideia pra aumentar as vendas da Sugarberry. Pena que não intencionalmente. É engraçado ver a ideia das duas &#8220;atrizes&#8221; (ênfase nas aspas) na briga por um peru sendo realmente levada a sério numa agência de publicidade. Pela reação de Don, porém, até em 1964 esse tipo de estratégia não era vista com muitos bons olhos &#8212; mesmo que, no final das contas, o resultado até tenha se mostrado efetivo.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmen401-2.jpg" alt="Mad Men Peggy Joey" /></p>
<p>Fora da agência, o dia-a-dia de Don também parecia que ia dar uma reviravolta &#8212; pelo menos na teoria. Já na prática&#8230; Nem tanto. A solidão talvez seja um pouco maior com um apartamento só seu, mas as dinâmicas são as mesmas: uma empregada tomando conta da casa; os filhos visitam mas ficam em frente à televisão; o relacionamento com outras mulheres&#8230; A diferença é que, nesse último ponto, agora não é mais preciso manter segredo. Foi assim com o encontro marcado por Roger com a amiga de Jane. Apesar das aparências, porém, dá pra enxergar o jantar entre os dois como algo além de um solteirão procurando uma garota pra ir pra cama. Se fosse só pra isso, Don já teria sua garota de programa.</p>
<p>Bethany (interpretada por <strong>Anna Camp</strong>, vista recentemente em <strong><a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/glee/" target="_blank">Glee</a></strong> e <strong><a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/true-blood/" target="_blank">True Blood</a></strong>) é quase que o oposto de Don. Enquanto ela trabalha como atriz figurante, que espera ansiosamente o dia de ser o centro das atenções, Don simplesmente <strong><span style="font-weight: normal;">É</span> </strong>o centro das atenções, mas prefere não assumir a responsabilidade. Prefere ficar na defensiva. O surpreendente, porém, é que se os dois de fato se reencontrarem depois do Ano Novo como combinaram, o contraste já vai ter se transformado numa semelhança gritante. A explosão de Don com os clientes da propaganda do biquíni e a nova entrevista pro Wall Street Journal representam justamente o Don renovado que tanto me empolgou: ele reconhece que é o centro das atenções, mas finalmente aproveita a oportunidade, liga o foda-se, e faz tudo do jeito que quer.</p>
<p>Quem iria amar ter a mesma oportunidade é a Betty. Talvez o que ela mais queira seja abandonar tudo e todos e viver tranquilamente com Henry Francis, mas a sombra do Don e dos três filhos pra criar ainda a mantém presa numa posição não muito menos desconfortável do que a do casamento. Sally tá dando cada vez mais trabalho (e Kiernan Shipka tá gigante!), já que não aceita a separação, e Don começou a seguir os conselhos do advogado com relação à posse da casa. E a pior consequência desses problemas enfrentados por Betty é que, eventualmente, eles também acabam afetando Henry. Quando os dois tão em casa, com as crianças debaixo do teto, Henry simplesmente ignora Betty na cama&#8230; Mas assim que Don busca os filhos e deixa o casal em paz, Henry já pega fogo antes de sair da garagem. Além disso, a relação dos dois tá fadada ao fracasso não só pelo fantasma de Don ainda tão presente na vida de Betty, mas até porque nem a família de Francis apoia o casal.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmen401-3.jpg" alt="Mad Men Betty Henry" /></p>
<p><strong><em>Public Relations</em></strong> funcionou tão bem porque uniu da maneira mais perfeita possível a vida pessoal de Don &#8212; o marco principal da série &#8212; com toda a situação dos negócios da <em>Sterling Cooper Draper Pryce</em> &#8212; o <em>cliffhanger</em> principal deixado na <em>season finale</em>. Com a nova dinâmica de trabalho estabelecida (e agora levada a um novo patamar com o pulso firme de Don), a quarta temporada tem espaço pra nos surpreender ainda mais no decorrer das próximas semanas. Mad Men não é exatamente uma daquelas séries que te deixam morrendo de ansiedade pelo próximo episódio, mas sinceramente? Mal posso esperar.</p>
<p>______</p>
<p><strong>P.S.: </strong>Roger Sterling, mais uma vez, com as falas mais engraçadas do episódio. É maldoso, mas foi impossível segurar o riso dele zoando o jornalista perneta.<em> &#8220;Who is he to criticize anybody?&#8221;</em></p>
<p><strong>P.S. 2: </strong>Pouco de Joan, mas foi bom demais ver a personagem de volta fazendo o que ela sabe melhor. O papel dela não é só o de organizar tudo na agência. Ela é a responsável por sempre falar as coisas certas nas horas certas pra todo mundo. Não tem como não amar.</p>
<p><strong>P.S. 3: </strong>O visual da galera tá começando a ficar mais moderno, e é legal notar como isso chega bem mais rápido no setor de criação. Nunca em Mad Men a gente viu um personagem que se vestisse igual ao Joey. Pelo menos não no trabalho.</p>
<p><strong>P.S. 4: </strong>Carla não foi demitida! Mas nem chegou a aparecer, só foi mencionada. E talvez apareça menos ainda, já que agora Don tem uma empregada latina pra dividir as atenções.</p>
<p><em><strong><span style="font-style: normal;">P.S. 5: </span></strong><span style="font-style: normal;">Sterling Cooper Draper Pryce</span> </em>é um nome grande demais. A partir de agora: SCDP, certo?</p>
<p><strong>P.S. 6:</strong> Tava com saudades de escrever reviews! :-)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/review-mad-men-4x01-public-relations/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mad Men: Recapitulando a 3ª temporada</title>
		<link>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/mad-men-recapitulando-a-3%c2%aa-temporada/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=mad-men-recapitulando-a-3%25c2%25aa-temporada</link>
		<comments>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/mad-men-recapitulando-a-3%c2%aa-temporada/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 17:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured Articles]]></category>
		<category><![CDATA[Mad Men]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[amc]]></category>
		<category><![CDATA[betty draper]]></category>
		<category><![CDATA[Christina Hendricks]]></category>
		<category><![CDATA[don draper]]></category>
		<category><![CDATA[january jones]]></category>
		<category><![CDATA[joan holloway]]></category>
		<category><![CDATA[john hamm]]></category>
		<category><![CDATA[jon hamm]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 3ª temporada]]></category>
		<category><![CDATA[mad men 4ª temporada]]></category>
		<category><![CDATA[madmen]]></category>
		<category><![CDATA[matthew wheiner]]></category>
		<category><![CDATA[Peggy]]></category>
		<category><![CDATA[peggy olson]]></category>
		<category><![CDATA[pete campbell]]></category>
		<category><![CDATA[roger sterling]]></category>
		<category><![CDATA[sterling cooper]]></category>
		<category><![CDATA[sterling cooper draper pryce]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apaixonadosporseries.com.br/?p=13391</guid>
		<description><![CDATA[Chato, monótono, sonolento, maçante, enfadonho&#8230; Com a maior certeza do universo você já ouviu algum desses adjetivos de alguém descrevendo Mad Men. Tá na hora da minha revanche. Em deter-minado momento da terceira temporada, Bobby Draper fala pra mãe: I&#8217;m bored. Betty Draper, com toda sua delicadeza materna, responde: Go bang your head against the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chato, monótono, sonolento, maçante, enfadonho&#8230; Com a maior certeza do universo você já ouviu algum desses adjetivos de alguém descrevendo Mad Men. Tá na hora da minha revanche. Em deter-minado momento da terceira temporada, Bobby Draper fala pra mãe: <em>I&#8217;m bored</em>. Betty Draper, com toda sua delicadeza materna, responde: <em>Go bang your head against the wall. <strong>Only boring people are bored.</strong></em></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmen3temp-1.jpg" alt="Mad Men" /></p>
<p>Mentira, exagerei. Não acho entendiante a galera que não curte Mad Men. Juro. Mas não é sobre isso que eu quero falar. Semana passada, apesar de todos os planos seriadísticos pra essa época de vacas magras, resolvi fazer o que eu menos esperava: rever toda a terceira temporada de Mad Men. A temporada foi exibida logo na época que eu entrei aqui no <strong>Apaixonados</strong>, ou seja, eu ainda tava começando a escrever sobre séries, a fazer reviews de episódios, a ver televisão com um olhar mais atento. Não por falta de outras coisas pra assistir, resolvi fazer o <em>rewatch </em>de Mad Men quase que pra me auto-avaliar. Ver o que eu notava de diferente em cada episódio depois de um ano me dedicando a esse <em>hobby-levado-a-sério</em>. Resultado: a segunda vez foi ainda melhor (E essa não é uma referência a American Pie).</p>
<p>Uma das coisas mais legais de Mad Men &#8212; e ironicamente uma das que mais afasta audiência &#8212; é que quase nada chega mastigado até a gente. Não existem interpretações unilaterais. A série não julga seus personagens, e fica a nosso cargo decifrar porque cada uma daquelas pessoas tomou tais decisões. Mad Men requer um atenção aguçada que é extremamente recompensadora pra quem a busca.</p>
<p>Mas chega de enrolação. Tudo isso que eu tô escrevendo tem um objetivo: o quarto ano do drama de sucesso da AMC se inicia nesse domingo, dia 25, e acho que vale a pena dar uma recapitulada no que aconteceu temporada passada pra nos prepararmos pra essa nova fase que a série irá encarar. Afinal, MUITA coisa aconteceu. Um presidente foi assassinado. O assassino do presidente também foi assassinado. <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0056891/" target="_blank"><strong>Bye Bye Birdie</strong></a></em> explodiu em Hollywood. Martin Luther King Jr. lutou pelos direitos civis. O Papa morreu. Inventaram a Pepsi Diet. Conrad Hilton saiu na capa da <a href="http://img.timeinc.net/time/magazine/archive/covers/1963/1101630719_400.jpg" target="_blank"><em><strong>Time</strong></em></a>. Don Draper, Roger Sterling, Bert Cooper e Lane Pryce foram demitidos. A Sterling Cooper foi comprada.</p>
<p><strong><em>Sterling Cooper Draper Pryce</em></strong> foi criada.</p>
<p>A <em>season finale</em> da 3ª temporada foi tão empolgante porque poucas vezes a gente viu uma transformação desse tamanho vivida e PROVOCADA pelos próprios personagens. É claro que a disputa presidencial de Nixon e Kennedy foi importante. Assim como o assassinato desse segundo. E a crise dos mísseis de Cuba. Tudo isso teve um impacto forte na vida dos americanos da década de 60, mas em todos os casos a História já servia de <em>spoiler</em> pra gente, nos contando as reações e as consequências pra cada um desses acontecimentos. Já o fim da Sterling Cooper e a criação da nova agência surgiram diante de nossos olhos de maneira completamente inesperada. E o melhor é que, apesar da surpresa, o surgimento da Sterling Cooper Draper Pryce evidenciou a construção e o desenvolvimento de vários personagens no decorrer desse terceiro ano. Como a Peggy.</p>
<blockquote>
<h3 style="text-align: center;"><em>My name is Peggy Olson and I&#8217;d like to smoke some marijuana.</em></h3>
</blockquote>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmen3temp-2.jpg" alt="Mad Men Peggy Olson" /></p>
<p>Desde a primeira temporada <strong>Peggy </strong>se estabeleceu como <em>workplace woman</em> &#8212; a mulher que busca ascensão profissional, que possui pretensões que vão além do estereótipo conservador feminino: homem pra casar e filhos pra criar. Tanto que, quando engravidou, além de não contar pro pai da criança, nunca deu bola pro garoto. Mas essas são águas passadas. Na terceira temporada, era a carreira de Peggy que estava em foco. Quando ela pede o cigarro de maconha, o que ela quer é se igualar aos seus colegas de escritório, mostrar que ela pode ser que nem eles. E apesar de seu salário ainda inferior ao do sexo masculino, no decorrer da temporada, Peggy teve seu trabalho mais valorizado do que nunca. Não por causa da proposta de Duck, que intencionava muito mais atacar o Don do que contratá-la. Foi o próprio Don que a colocou no pedastal que ela sempre buscou &#8212; e que sempre mereceu.</p>
<blockquote>
<h3 style="text-align: left;"><em>- What if I say no? You&#8217;ll never speak to me again.<br />
- No. I will spend the rest of my life trying to hire you.</em></h3>
</blockquote>
<p>A valorização profissional de Peggy, porém, era meio que esperada devido ao histórico que a personagem construiu ao longo de toda a série. A valorização de <strong>Pete Campbell</strong>, por outro lado, soou inesperada e cria um <em>status</em> interessante pras tramas que o cara irá viver nesse novo ano. Pete tem um ar infantil e imaturo (lembram dele assistindo ao desenho animado?) e procura a todo custo passar uma impressão melhor de si mesmo e de seu casamento (lembram da dança bizarramente ensaiada do casal na festa do Roger?), mas o que a modernidade pedia em meados dos anos 60 era justamente essa sensibilidade mais jovem que ele próprio procura esconder. No final das contas, é capaz que Don estivesse interessado não no potencial de Pete, mas sim em seus contatos pra sustentar os negócios da nova agência &#8212; mas uma coisa não deixa de estar ligada à outra. Afinal, de um jeito ou de outro, foi a eficiência do trabalho de Campbell que trouxe os contatos pra Sterling Cooper em primeiro lugar.</p>
<p>Fora do universo da agência, a carga emocional da temporada foi ainda mais forte. Desde o começo de Mad Men, a saga de <strong>Betty Draper </strong>me salta aos olhos não só pela beleza fora do comum da personagem, mas por carregar um dos conflitos emocionais mais intensos da série. No início da temporada, era quase angustiante a maneira como Betty e Don se sustentavam na ideia do bebê que estava por vir pra consertar milagrosamente os problemas de casal. E claro que o nascimento de Gene não melhorou nada. Pelo contrário. O terceiro filho da família Drape &#8212; junto com a morte de seu chará &#8212; ainda levantou a bola pra outro problema: <strong>Sally</strong>. Enquanto o ator que interpreta o Bobby já foi trocado em 3 ocasiões diferentes, Kiernan Shipka se beneficia de sua presença constante e de seu talento crescente pra que o sofrimento da primogênita da família ganhe importância e se mantenha no nível de gente grande.</p>
<p>E apesar dos problemas com os filhos (que são ainda impulsionados pelo fato de Betty se mostrar uma mãe cada vez menos carinhosa no decorrer da temporada), o acontecimento mais impactante na casa dos Drapers não tinha nada a ver com a vida dos pequenos. Em <em><strong>The Gypsy and the Hobo</strong></em> &#8212; talvez o melhor episódio da temporada &#8212; Betty descobre tudo sobre o passado de Don, o enfrenta pedindo explicações, e o elefante gigante que vivia no meio do casamento dos dois finalmente foi exposto. Entretanto, a ironia desse conflito é que em vez de toda essa descoberta trazer mais dor de cabeça, ela trouxe alívio. Trouxe compreensão. Por um momento, Don e Betty conseguiram ficar em paz.</p>
<p>Mas nem isso adiantava mais. Afinal, a identidade verdadeira de Don continua sendo um elefante gigantesco no casamento. Finalmente exposto, mas ainda um elefante. O que Betty quer não é nem Don, nem Dick, nem fake-Don, nem nada do tipo (Betty Draper odeia Jon Hamm). Ela quer algo novo, uma experiência diferente, alguém com quem ela se identifique. E isso me preocupa um pouco. Ver a personagem caindo nos braços de Henry Francis e se distanciando ainda mais do universo central da série talvez apague uma parte da minha simpatia imensa por ela.</p>
<p>Ou não.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmen3temp-3.jpg" alt="Mad Men Don Betty Draper" /></p>
<p>Tudo o que essa terceira temporada de Mad Men construiu em 12 episódios simplesmente serviu pra que o 13º chegasse e&#8230; Desconstruísse tudo novamente. A agência nova não vai trazer só uma mudança de prédio. O estilo de trabalho vai mudar. A estética da série vai mudar. E isso é empolgante pra caramba. Mas acima de tudo, a mudança principal não é dentro do ambiente onde os personagens trabalham, mas sim dentro deles próprios. Don agora é um homem divorciado. Ainda pai de 3 filhos, mas divorciado. Sua ex-mulher finalmente descubriu quem ele realmente é. Sua identidade verdadeira tá exposta. Mas, no final do dia, o saldo na balança é bem mais positivo do que parecia. Dono de seu próprio negócio, Don vai ainda além &#8212; mais do que nunca, ele finalmente parece dono de sua própria vida. Don Draper agora é muito mais do que a máscara de um passado sofrido.</p>
<p>_____</p>
<p><strong>P.S.: </strong><em>Acabou que não encaixei alguns dos personagens que eu mais gosto no meio do texto: Joan Holloway, que me preocupou quando saiu da Sterling Cooper, mas me deixou com um sorriso enorme na cara quando foi chamada pra Sterling Cooper Draper Pryce. E Roger, que não teve muito o que fazer durante a temporada, mas sempre tem as falas mais engraçadas de cada episódio.</em></p>
<p><strong>P.S. 2: </strong><em>Por outro lado, Salvatore teve um arco interessante a respeito de sua homossexualidade (foi excelente a cena dele dançando Bye Bye Birdie pra sua esposa &#8212; assustadíssima com a performance), mas depois de sua demissão, não houve nenhum indício de que o personagem voltaria. Talvez soe forçada uma recontratação do cara, mas acho que a nova agência por si só já dá uma abalada boa no status quo da série pra que Bryan Batt volte ao elenco sem que seu personagem faça mais do mesmo.</em></p>
<p><strong>P.S. 3: </strong><em>Quem eu não me importaria se nunca mais voltassem são os personagens de Aaron Staton e Michael Gladis &#8212; Ken e Paul. Principalmente o primeiro. Além de eu não ir com a cara dos dois, daria mais espaço pros personagens que eu gosto.</em></p>
<p><em><span style="font-style: normal;"><strong>P.S. 4: </strong><em>E a Carla? Será que ficou desempregada? Ela é uma personagem que nunca ganhou muito destaque, mas seu olhar externo sobre os podres da família Draper sempre me agradava.</em></span></em></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmen3temp-4.jpg" alt="Mad Men 4ª Temporada" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/mad-men-recapitulando-a-3%c2%aa-temporada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mad Men: atores falam o que esperar da 4ª temporada</title>
		<link>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/mad-men-atores-falam-o-que-esperar-da-4%c2%aa-temporada/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=mad-men-atores-falam-o-que-esperar-da-4%25c2%25aa-temporada</link>
		<comments>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/mad-men-atores-falam-o-que-esperar-da-4%c2%aa-temporada/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 18:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iraia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cenas do próximo capítulo]]></category>
		<category><![CDATA[Featured Articles]]></category>
		<category><![CDATA[Mad Men]]></category>
		<category><![CDATA[amc]]></category>
		<category><![CDATA[Christina Hendricks]]></category>
		<category><![CDATA[Elisabeth Moss]]></category>
		<category><![CDATA[january jones]]></category>
		<category><![CDATA[jon hamm]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Weiner]]></category>
		<category><![CDATA[Vincent Kartheiser]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apaixonadosporseries.com.br/?p=13164</guid>
		<description><![CDATA[Uma das séries mais aclamadas pela crítica, e também mais premiada, está de volta. A 4ª temporada de Mad Men estreia neste Domingo, dia 25, no canal norte americano AMC. Este post contém Spoilers sobre a trama da 3ª e da inédita 4ª temporada. Prossiga por sua conta e risco; ou fuja e leia a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmenlogo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13165" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmenlogo.jpg" alt="" width="500" height="265" /></a></p>
<p>Uma das séries mais aclamadas pela crítica, e também mais premiada, está de volta. A 4ª temporada de <strong>Mad Men</strong> estreia neste Domingo, dia 25, no canal norte americano AMC. Este post contém <strong>Spoilers</strong> sobre a trama da 3ª e da inédita 4ª temporada. Prossiga por sua conta e risco; ou fuja e leia a <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/o-dia-internacional-das-mulheres/">homenagem às mulheres de Mad Men.</a></p>
<p>A 3ª temporada da série terminou com uma grande mudança nas vidas dos donos, e alguns funcionários, da Sterling Cooper e um gostinho de “quero mais”. Todos ficamos curiosos para saber quais desafios e percalços os agora sócios da Sterling Cooper Draper Pryce (e provavelmente Campbell também, ufa!) enfrentarão e como lidarão com as mudanças.</p>
<p>Pois bem, quatro atores da série falaram para o <a title="E! Online" href="http://www.eonline.com/" target="_blank">E! Online</a>, durante a festa de estreia da série, sobre o que podemos esperar para o início da 4ª temporada.</p>
<p><strong>Christina Hendricks</strong> (Joan) falou que as mulheres da série estarão diferentes este ano: “Cada uma das três mulheres da série (Betty, Peggy e Joan) estão radicalmente diferentes. E todas elas sofrem mudanças, de acordo com o que vai acontecendo em suas vidas.”</p>
<p><strong>Elisabeth Moss</strong> (Peggy) também concorda no que diz respeito à Peggy: “Ela com certeza está amadurecendo e aceitando o seu papel como mulher no mercado de trabalho. Ela está um pouco mais forte, mais confiante também, mas ao mesmo tempo ainda tem muito da Peggy que conhecemos.</p>
<p><a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmen2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13166" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmen2.jpg" alt="" width="500" height="280" /></a></p>
<p>Ao mesmo tempo em que é muito bom saber que alguns personagens estão evoluindo também é muito bom saber que certas coisas nunca mudam: não haverá economia de cigarro nem bebidas nesta temporada. Segundo Elisabeth “se você não ver todo mundo fumando e bebendo, não está assistindo à Mad Men.”</p>
<p>Quando questionado se Don finalmente encontrará alguma felicidade, <strong>Jon Hamm</strong> respondeu: “Acho que tem algumas coisas na vida do Don que o fazem feliz. Acho que ele é feliz com seus filhos e com o seu trabalho.”</p>
<p><strong>January Jones</strong>, que interpreta Betty, a ex-esposa de Don, estava ausente da festa por conta de um conflito no cronograma das gravações da série (segundo informou um representante), então a pergunta sobre uma possível reconciliação entre Betty e Don foi para Jon Hamm mesmo. Segundo ele “Se você assiste à série, você sabe que o casamento dos dois não andava lá essas coisas. Então não posso falar se eles terão alguma chance, mas é o mundo do Matt [<strong>Matt Weiner</strong>, o criador da série]. Tudo é possível.”</p>
<p><a title="Indicados ao Emmy" href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/os-indicados-ao-62%C2%BA-emmy-2010/" target="_blank">Com 17 indicações ao Emmy</a>, Mad Men é a série dramática recordista em indicações deste ano. Mas os fãs podem ficar sossegados porque não há a mínima chance de o elenco relaxar e achar que nada precisa ser melhorado. “Acho que ninguém sente que pode relaxar ou está 100% satisfeito”, contou <strong>Vincent Kartheiser</strong> (Pete). E completou: “Acho que o sucesso que viemos fazendo e a aclamação da crítica inclusive aumentam a nossa responsabilidade.”</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/mad-men-atores-falam-o-que-esperar-da-4%c2%aa-temporada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>15 melhores aberturas de séries atuais</title>
		<link>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/15-melhores-aberturas-de-series-atuais/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=15-melhores-aberturas-de-series-atuais</link>
		<comments>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/15-melhores-aberturas-de-series-atuais/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 13:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Big Love]]></category>
		<category><![CDATA[Bored to Death]]></category>
		<category><![CDATA[Chuck]]></category>
		<category><![CDATA[Damages]]></category>
		<category><![CDATA[Dexter]]></category>
		<category><![CDATA[Featured Articles]]></category>
		<category><![CDATA[Fringe]]></category>
		<category><![CDATA[Mad Men]]></category>
		<category><![CDATA[Misfits]]></category>
		<category><![CDATA[Skins]]></category>
		<category><![CDATA[Top Qualquer Número]]></category>
		<category><![CDATA[True Blood]]></category>
		<category><![CDATA[United States of Tara]]></category>
		<category><![CDATA[Weeds]]></category>
		<category><![CDATA[abertura]]></category>
		<category><![CDATA[Bad Things]]></category>
		<category><![CDATA[how to make it in america]]></category>
		<category><![CDATA[little boxes]]></category>
		<category><![CDATA[rubicon]]></category>
		<category><![CDATA[tema]]></category>
		<category><![CDATA[top 15]]></category>
		<category><![CDATA[Treme]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apaixonadosporseries.com.br/?p=12801</guid>
		<description><![CDATA[Todo fã sabe que a sequência de abertura de uma série pode dizer tudo sobre ela e por isso são importantes. As músicas escolhidas ou criadas especificamente para o seriado grudam em nossas mentes e quando as escutamos em algum lugar conectamos rapidamente a sua série. São nessas aberturas que conhecemos os logos principais, temos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo fã sabe que a sequência de abertura de uma série pode dizer tudo sobre ela e por isso são importantes. As músicas escolhidas ou criadas especificamente para o seriado grudam em nossas mentes e quando as escutamos em algum lugar conectamos rapidamente a sua série. São nessas aberturas que conhecemos os logos principais, temos a noção do clima que a série pretende abordar e nela mesma ou logo depois conhecemos os nomes dos atores e da produção principal.</p>
<p>Antigamente, era bem comum o uso de aberturas como a de <em>Friends</em>, que mostra cada ator um por um, mas hoje em dia, até por querer economizar tempo ou pelo elenco ser grande demais, esse formato não é tão utilizado. Em comédias, cuja duração é geralmente 30 minutos, a abertura tende a ser menor, mas isso não significa que em dramas de uma hora a mesma técnica não seja usada, já que um dos maiores exemplos é <em>Lost</em>, cuja abertura é rápida, mas não menos interessante.</p>
<p>Para fazer o nosso top 15, tivemos como base séries que passam atualmente, mesmo que estejam em hiato, e que sejam <strong>mais novas ou nem tão conhecidas</strong> do público. Algumas delas realmente não poderiam ficar de fora, mesmo quase em sua 5ª temporada. Os quesitos analisados foram criatividade, música, abordagem e principalmente o conjunto da obra. Claro que terão séries que ficaram de fora cujas aberturas são fantásticas, mas não podemos agradar gregos e troianos, não é mesmo?</p>
<p>Três aberturas não possuem vídeo, pois é quase impossível encontrá-los com a opção de incorporar. Mas é só clicar na imagem que está linkada com o vídeo no YouTube!!</p>
<h3>15 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/primeiras-impressoes-rubicon/" target="_blank">Rubicon</a></h3>
<p>Verdade seja dita: a abertura de Rubicon não é das mais originais e criativas nesses últimos anos de televisão &#8212; tanto que tá amargurando essa 15ª posição na nossa lista. Mas a sequência de imagens que introduz a série é construída com um cuidado técnico tão legal que não dá pra ignorá-la e deixá-la de fora do Top 15. Rubicon &#8212; que oficialmente estreia apenas em agosto &#8212; tem sua história contada em um instituto de inteligência onde realizam-se pesquisas para que certos padrões sejam desvendados. Padrões que podem ser encontrados em todos os cantos: nos classificados de um jornal, em uma cédula de dinheiro, na planta de arquitetura de algum projeto&#8230; A abertura brinca com esses tipos de elementos, jogando as imagens e as conectando com rapidez, assim como faz o protagonista da série em seu dia-a-dia &#8212; e que lembra bastante alguns momentos do filme <em>Uma Mente Brilhante</em>, também <strong>recheado de criptografias</strong>. A música fica por conta de um instrumental simples, mas que dá conta do recado e dita o ritmo de investigação e mistério que a série propõe.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=6ZVPM88m-58" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-12808" title="rubicon" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/rubicon.jpg" alt="" width="560" height="340" /></a></p>
<h3>14 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/skins/" target="_blank">Skins</a></h3>
<p>A abertura de Skins mudou em todas as suas quatro temporadas. A música, batizada de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=w-elbv8ukzk" target="_blank"><em>The Skins Theme</em></a>, foi criada pelo artista Fat Segal, um músico eletrônico que ficou conhecido após seu trabalho na série, onde outras de suas músicas também tocaram em vários episódios. A abertura é <strong>uma junção de várias cenas que mostram diversos momentos dos personagens</strong>, tanto juntos, como de suas vidas individuais. Os personagens principais de cada temporada aparecem proeminentemente, além de que em todo final de abertura, imagens do personagem central do episódio são mostradas. Como o elenco da série muda a cada duas temporadas, é normal que toda a abertura seja remodelada.</p>
<p>Na 4ª temporada não só as imagens mas como a música também mudou. Continua sendo o The Skins Theme, porém remixada e bem mais eletrônica. Muitos fãs odiaram enquanto outros adoraram a nova abordagem mais jovem da sequência. Durante toda a abertura, as letras que formam a palavra Skins vão passando por cima das imagens até que apenas o logo da série fique evidente. Em 2008 o designer Tal Rosner ganhou o prêmio de melhor sequência de abertura British Academy Television Craft Awards por seu trabalho em Skins.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/sUizk1-eWBA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/sUizk1-eWBA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>13 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/chuck/" target="_blank">Chuck</a></h3>
<p>Chuck é uma série divertida. Muito, muito, muito divertida. Tão divertida que eu quase levanto da cadeira e começo a dançar quando surge o crachá de Chuck e <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=u7aDstrDMf0">Short Skirt/Long Jacket</a></em> começa a tocar. Mas espera aí. Isso já não é mérito da série em si, e sim de sua abertura. São 40 segundos que se encaixam perfeitamente com cada episódio porque representam exatamente o que a série sabe fazer. <strong>Tem perseguição de carro, fuga de helicóptero, ninja com <em>shourikens</em></strong>&#8230; Mas quem dá vida a tudo isso é o bonequinho de palito da Nerd Herd, tão simpático e eficiente quanto o próprio Chuck. Na verdade, eu quase podia dizer que o boneco leva vantagem por não ser tão atrapalhado quanto o protagonista, mas a parte que ele sai de dentro do nariz do Zachary Levi quebraria qualquer um dos meus argumentos, então deixa pra lá&#8230; E se na 1ª temporada a abertura já era ótima, a partir da 2ª ficou ainda melhor. Com a inclusão do elenco completo, a música do Cake se estendeu por mais 10 preciosos segundos &#8212; que parecem pouca coisa, mas são o tempo exato pros <em>nanananana</em> grudarem na cabeça e não saírem nunca mais.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/c0nJGRnobXE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/c0nJGRnobXE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>12 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/misfits/" target="_blank">Misfits</a></h3>
<p>A abertura dessa série inglesa mostra os personagens principais e seus poderes. Sombra é o elemento principal, e que, se prestada a devida atenção, <strong>dá para perceber alguns dos poderes sobre humanos</strong> de Curtis, Simon e Kelly, por exemplo. Além disso, através da abertura podemos lembrar de como o grupo adquiriu poderes. As aparições de ratos, gatos, sujeira e pichações são devido ao personagens trabalharem no serviço comunitário após cada um deles ter cometido algum crime. A música é <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=bibXZUZVonw" target="_blank">Echoes</a></em> da banda The Rapture.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_Utm7PDhZ5E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/_Utm7PDhZ5E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>11 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/big-love/" target="_blank">Big Love</a></h3>
<p>Big Love é uma série excelente, mas suas aberturas são mais ainda. Durante as <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9y9c2Sfo1hM" target="_blank">3 primeiras temporadas</a> a música tocada era <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=BC_UILNwWrc" target="_blank">God Only Knows</a></em> da banda The Beach Boy e mostrava Bill e suas três esposas Barb, Nicki e Margie patinando no gelo enquanto o mesmo se rachava. Para quem assiste a série é fácil entender, pois a família Henrickson vive <strong>andando sob o gelo fino</strong>, já que o segredo da poligamia podia ser descoberto a qualquer hora. Porém, na 4ª temporada, as coisas ficaram ainda mais difíceis para a família, enquanto ela ia se despedaçando e caindo aos poucos. Foi por isso que a abertura a partir da ultima temporada foi remodelada e hoje vemos os 4 personagens caindo em direção ao desconhecido ao som da música <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ReXjyTIugKA" target="_blank">Home</a></em> da banda The Engineers. A abertura concorreu ao Emmy em 2006.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/5RlfJ7fX_ZM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/5RlfJ7fX_ZM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>10 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/fringe/" target="_blank">Fringe</a></h3>
<p>A abertura de Fringe provavelmente é a mais curta dentre as 15 dessa lista, coisa de 20 segundos. E na teoria também é uma das mais simples: são só algumas palavras e imagens soltas que se relacionam com o universo da série. O que impressiona é como tudo é extremamente bem feito. A animação não apenas é de um bom gosto incrível, como tem um <strong>acabamento técnico surpreendente</strong> pro que a gente tá acostumado na televisão. A música-tema com um pianinho simples é outro destaque e foi composta pelo próprio J.J. Abrams, que já tem tradição de colocar seus dotes musicais em prática nas aberturas de suas séries &#8212; compôs a de Alias, a de Lost (que não é exatamente uma música, mas enfim&#8230;) e foi um dos compositores na de Felicity. Além disso tudo, uma das coisas mais legais nessa abertura de Fringe foi a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=l6eCNrY7XN8">roupagem anos 80</a> que ela recebeu na exibição do 16º episódio da 2ª temporada, <em>Peter</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-daL35AIQpw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/-daL35AIQpw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>09 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/bored-to-death/" target="_blank">Bored to Death</a></h3>
<p>Faz pouco tempo que eu descobri que, além de ator, Jason Schwartzman é músico. E dos bons. Dentre os trabalhos do cara &#8212; que incluem o posto de baterista da Phantom Planet, banda que colocou <em>California </em>na <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lnXi_Uw7cGc">abertura de The O.C.</a> &#8212; tá a música-tema de Bored to Death &#8212; que muita gente não foi com a cara, mas que ao menos merece unanimidade na qualidade de sua divertida sequência de abertura. Jonathan Ames, protagonista da série, é um escritor que cansou da vida que tá levando e resolve fazer alguns bicos como detetive particular. E é isso que a gente vê nos 50 segundos dos créditos inciais: as páginas da sua profissão de fachada dando vida ao seu mundinho paralelo da espionagem. Além disso, a abertura <strong>retrata bem o clima <em>noir </em>presente da série</strong> &#8212; que unido à música de Schwartzman e à animação de qualidade formam um conjunto divertido o suficiente pra figurar entre os 10 melhores da nossa lista.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/uPSb8yFGZ-E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/uPSb8yFGZ-E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>08 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/damages/" target="_blank">Damages</a></h3>
<p>Damages é o melhor thriller jurídico feito para a TV, com o melhor de direção, roteiro e interpretação. Corrupção, infidelidade, jogo sujo, tudo isso faz parte da trama, em uma New York nem tão bela assim. É isso que a abertura da série representa, mostrando diversos cenários da cidade, como o Charging Bull, símbolo de otimismo e prosperidade do mercado financeiro. Tudo isso é mostrado em um <strong>clima sombrio e misterioso</strong>, com até manchas de sangue, significando o quão forte e até sujo, pode ser o trabalho jurídico de um local. A música tocada é <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=KNU2nOo1EwM" target="_blank">When I Am Through With You</a></em> da banda The V.L.A. que obteve um pequeno sucesso através da abertura de Damages.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/oIOTeIix-2c&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/oIOTeIix-2c&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>07 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/mad-men/" target="_blank">Mad Men</a></h3>
<p>Pra uma série basicamente ambientada nos anos 60, a abertura de Mad Men até que tem uns toques de modernidade bem fortes. O que diz muito a respeito da própria série. No dia-a-dia de trabalho da Sterling Cooper a gente acompanha um período de grandes mudanças sociais, mas muito do conservadorismo presente na época incrivelmente se arrasta até hoje. A música também ajuda a dar um ar mais moderno à abertura, mas sem deixar de lado o tom clássico e elegante tão presente no universo publicitário narrado na série. Apesar disso tudo, porém, o elemento mais forte dos créditos iniciais é a figura de Don Draper caindo ao redor de toda essa<strong> revolução cultural que foi a década de 60</strong>, representando o turbilhão de emoções que o protagonista vive em cada episódio. Reflexiva e sutil, é uma abertura que funciona perfeitamente com a proposta de sucesso de Matthew Weiner com Mad Men.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=WcRr-Fb5xQo" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-12807" title="madmen" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/madmen.jpg" alt="" width="560" height="340" /></a></p>
<h3>06 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/primeiras-impressoes-how-to-make-it-in-america/" target="_blank">How to Make It in America</a></h3>
<p>A nova série da HBO conta a vida de Ben e Cam, dois amigos que sonham em vender roupas de uma marca criada por eles. Todo aquele clima fashion, com brilho e glamour de Nova York que nos é mostrado em outras séries, muda em HTMIIA. Na ótima abertura, somos apresentados ao mundo comum da cidade, com seus moradores, problemas, enfim, os diferentes subúrbios e pessoas que lá existem. Skatistas, moradores de rua, taxistas, além das festas, prédios, bares e lanchonetes…tudo isso, com uma <strong>excelente fotografia pela parte da produção</strong>. A música tocada é <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=KbVHbEGerRA" target="_blank">I Need a Dollar</a></em> do cantor Aloe Blacc, que mistura elementos de jazz, hip hop e R&amp;B em suas criações.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/cvfIGPiZL-g&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/cvfIGPiZL-g&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>05 – Treme</h3>
<p>As séries da HBO sempre têm um cuidado especial com suas aberturas, e apesar de as imagens que compõem os créditos iniciais de Treme não serem das mais agradáveis, elas dão um toque de realidade certeiro com o que a série de David Simon apresentou nessa sua primeira temporada. A abertura basicamente mostra uma <em>New Orleans</em> destruída como consequência das <strong>tragédias provocadas pelo Katrina</strong>, mas o que faz esse conjunto de imagens ganhar vida e se transformar numa abertura tão incrível é o toque de esperança representado de maneira espetacular pela música-tema de John Boutte. Não importa o tamanho das dificuldades que toda aquela galera tá vivendo. Eles tão juntos e seguem em frente otimistas de que a situação vai melhorar. <em>Down in the Treme, just me and my baby, we&#8217;re all going crazy while jamming and having fun!</em></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NWaFD4S00mc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/NWaFD4S00mc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>04 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/weeds/" target="_blank">Weeds</a></h3>
<p>Weeds, pelo menos em suas três primeiras temporadas, <strong>ironiza o estilo de vida das pessoas de classe média vivendo nos subúrbios americanos</strong>. A abertura mostra Agrestic, o subúrbio no qual a história acontece, com pessoas vivendo suas vidas, saindo de casa, indo ao trabalho e a escola…enfim, levando a vida em uma rotina. Porém, as pessoas, casas, carros, todos são iguais em cada cena, satirizando ainda mais seu modo de viver. Durante as três primeiras temporadas a música tocada era <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=2_2lGkEU4Xs" target="_blank">Little Boxes</a></em>, da cantora Malvina Reynolds, criada em 1962 quando Reynolds passava de carro pelo subúrbio de Westlake. A letra fala sobre a rotina e o modo de vida, dizendo que tudo é feito de ticky-tacky, um material fraco e barato com o qual as casas eram construídas naquela época. Durante a 2ª e a 3ª temporada vários artistas como Elvis Costello, Death Cab for Cutie, The Submarines, Regina Spektor, The Shins e Linkin Park apresentaram suas versões de Little Boxes nas aberturas de cada episódio, incluindo versões em espanhol, russo e francês. Para nossa infelicidade, a partir da quarta temporada, com a mudança da família Botwin de Agrestic/Majestic e a fuga do tema do subúrbio, a abertura também mudou, ficando rápida e simples.</p>
<p>É difícil encontrar a abertura para incorporar, então vale a pena visitar <a href="http://www.youtube.com/user/joeblowaz#p/c/FBEA5C8D8536B1F0" target="_blank">esse canal do YouTube</a> que tem todas as aberturas dos vários cantores e bandas que já gravaram Little Boxes para Weeds.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=i8StRAJCork" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-12805" title="weeds" src="http://www.apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2010/07/weeds.jpg" alt="" width="560" height="340" /></a></p>
<h3>03 – <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/dexter/" target="_blank">Dexter</a></h3>
<p>A abertura de Dexter é uma das mais icônicas desses últimos anos de televisão. O <em>serial killer</em> que dá nome a série vive uma rotina igual a de qualquer outro cidadão de Miami &#8212; aliás, de Miami não, do mundo inteiro: acorda, come, se veste, eventualmente se machuca&#8230; Várias atividades triviais que aparentemente não querem dizer nada, mas quando recebem o close atento da câmera, mudam completamente de perspectiva: a gente passa a enxergar o <strong>instinto assassino de Dexter que se esconde à plena luz do dia</strong>. É um segredo só nosso, que o personagem compartilha conosco olhando de frente pra câmera, sabendo que a gente tá aqui do lado de trás percebendo que ele não é um cara normal de rotinas normais. É um toque irônico fantástico, que é amplificado ainda mais pelo tema latino de Rolfe Kent &#8212; uma música com uma levada animada (característica da cultura cubana de Miami), mas sem deixar de lado a malícia do <em>serial killer</em>. Fãs de Dexter ou não, é difícil encontrar alguém que discorde que essa abertura mereça um lugar no pódio da nossa lista.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ej8-Rqo-VT4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/ej8-Rqo-VT4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>02 &#8211; <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/united-states-of-tara/" target="_blank">United States of Tara</a></h3>
<p>O diretor Jamie Caliri, que produziu a abertura de Tara, disse que a ideia era exatamente a que nós vemos hoje na tela. Um livro de pop-up mostrando os personagens, nesse caso os alters de Tara, sem mostrar o rosto. Vemos Alice, Buck e T, até que Tara está no galpão onde voltava ao normal e então conhecemos a personagem real. A abertura da série é fantástica e a ideia era deixá-la quase idêntica a um livro de pop-up, com poucos movimentos irreais. O que ajuda mais ainda na bela sequência é a música criada por Tim DeLaughter, que se chama <em>You’ll Be Fine</em> e a letra fala exatamente o que sentimos pela série, que <strong>quando entrarmos na história e apreciarmos a viagem, tudo ficará bem</strong>. Vale notar que a abertura já ganhou um Emmy no ano passado.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ivFAuqpeaz4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/ivFAuqpeaz4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>01 &#8211; <a href="http://www.apaixonadosporseries.com.br/categoria/true-blood/" target="_blank">True Blood</a></h3>
<p>Tem como não deixar a abertura da fantástica True Blood em primeiro lugar? Durante 4 dias, a equipe da Digital Kitchen, (também responsável pelas aberturas de Dexter e Six Feet Under) filmou todas as cenas do que viria a ser a melhor abertura de séries dos últimos tempos. A ideia era a mesma: como o fanatismo religioso e a energia sexual podem transformar um ser humano em animal. E é isso que vemos, cenas de batismo, exorcismo, sexo, além de animais apodrecendo e muita cor vermelha. Tudo ali foi proposital, desde a junção de cenas em movimento rápido e câmera lenta, como as <strong>gotas de sangue subliminares, para lembrar o telespectador do tema da série</strong>. O propósito era mostrar que nós, diferente do que pensamos, podemos ser tão animais quanto os vampiros, quando isso envolve sexo, morte e religião em demasia, mostrando o dia-a-dia de uma pessoa, já que era a ideia começar com o amanhecer e terminar a abertura com a noite. Deixando a sequência ainda mais perfeita está a música <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=MDY42pFwq7c" target="_blank">Bad Things</a></em> do cantor Jace Everett, que deixa a impressão feroz ainda mais forte. A abertura também foi indicada a um Emmy em 2009, perdendo para Unites States of Tara.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Wet5OM7RR8Q&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/Wet5OM7RR8Q&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apaixonadosporseries.com.br/series/15-melhores-aberturas-de-series-atuais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>33</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
