Os Homens indicam as melhores séries “de mulherzinha”
Escrito por
Rodolfo em 9 de agosto de 2010 |
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Antes de começar este post, eu proponho o seguinte: Que levante a mão o cara que já ficou com um pouquinho de vergonha de dizer, em meio aos amigos, que gosta de séries como Drop Dead Diva ou Gossip Girl. Você que é do sexo masculino gosta destas séries? Alguém já duvidou de sua masculinidade por causa disso? Bom, sabemos que isso acontece, não é mesmo? Algumas produções são rotuladas como “séries para mulheres”, o que de certa forma afasta o público masculino.
Pensando nisso, a equipe masculina do Apaixonados por Séries selecionou algumas produções que são taxadas como “séries para mulherzinha” para mostrar aos leitores que elas não são assim tão restritas a audiência feminina. Tanto homens quanto mulheres podem gostar delas, basta apenas expandir um pouco mais os horizontes.
Confira abaixo as nossas sugestões:
Brothers & Sisters (Por Leandro)

Família grande e totalmente unida, pelo menos essa é a aparência. Totalmente danificada, a perda do pai só piora a situação da família, que faz aflorar todos os problemas até então escondidos embaixo da toalha. Assim surgem tramas que fazem da série um big hit nos dramas água com açúcar. A matriarca da família lidando com tudo, filhos com problemas diversos e problemas amorosos. Mas tem mais, muito mais.
Ao assistir Brothers & Sisters é impossível não deixar-se envolver pelos dramas dos personagens, pela carga emocional de atrizes como Sally Field, Calista Flockhart e Rachel Griffiths, além de todos os outros nomes de peso no elenco. Assuntos como política, guerra e muito mais envolvem a atmosfera dessa série que se você der a chance, se tornará uma de suas novas queridinhas. Muito mais que uma série de mulherzinha, trata-se de uma série de família. Bota todo mundo no sofá e liga a TV pra ver. Garantia de entretenimento de qualidade.
Drop Dead Diva (Por Caio)

Deb era uma modelo divertida, alegre, mas nem tão brilhante assim. Após sofrer um acidente de carro e morrer, a impulsiva garota aperta o botão de voltar e acaba retornando para a Terra no corpo de Jane Bingum, uma advogada gordinha super inteligente. Drop Dead Diva explora o universo feminino através de Jane e de seus casos no trabalho e é uma série cheia de romance, moda e senso de justiça extremo.
Jane é apaixonante e suas histórias, assim como a dos outros personagens são bem o que chamamos “água com açúcar”. Mais do que isso, Drop Dead Diva sabe perfeitamente distrair e entreter. É uma comédia romântica tranquila que não choca e sempre tem um final feliz. No meio de tantas séries que mostram a realidade nua e crua, outras até apelativas, Drop Dead Diva nos acalma e diverte, algo que qualquer pessoa, até mesmo nós homens, precisamos de vez em quando. Acompanhar a vida de Jane Bingum e seus mais extraordinários casos na justiça nunca foi tão divertido.
Gilmore Girls (Por Lucas)

Mãe e filha. Muita conversa. Muita conversa fiada. Muita conversa em uma velocidade bem rápida. Aliás, este é o lema da série: life’s short, talk fast (a vida é curta, converse rápido). Lauren Graham vive Lorelai Gilmore, mãe de Rory, filha de Emily e Richard. Sua melhor amiga é Sookie e sua “pessoa” pra vida, com toda a certeza do mundo, é Luke. Pareceu muito mulherzinha? Calma, chegaremos lá.
Tudo começa quando Lorelai Gilmore engravida de Christopher aos 16 anos. Sua convivência com a mãe, já não tão boa na época, deixa então de existir quando ela sai de casa. Com o nascimento de Rory, Lorelai se vê sozinha criando a menina com a ajuda de outros – não a de sua família. E é a partir disso, juntamente à trilha sonora incrível da série, que a história toma forma e se torna a obra completa que é. O drama e o humor são balanceados e, com certeza, a série fizera tanto sucesso pela realidade que o elenco conseguia imprimir em seus papéis. Destaque, sempre, para as conversas entre Lorelai e Rory e para as conversas entre Lane e Rory também. Descobri muita banda boa através disso. Indico para todos que curtem uma boa história contada através de um roteiro com pouquíssimos deslizes e um elenco com atuações brilhantes.
Gossip Girl (Por Leandro)

Moda, viagens, beleza e muita, mas muita intriga. Esse é o mundo que domina a trama de Gossip Girl. Melhores amigas brigando e voltando as boas, competições para ver quem será a mais popular, um blog que diz todas as fofocas dos riquinhos de Nova York, como não dizer que essa é uma série mulherzinha? Mas existe muito mais que isso.
Além de tudo, Gossip Girl pode chamar atenção por suas tramas adolescentes que identificam os jovens que assistem (claro, desprezando todo o glamour que a série tem). A mente confusa dos jovens é dissecada por meio de todos os personagens e suas inseguranças, mostrando que seja em qualquer lugar e em qualquer circunstância, a adolescência será um período de problemas pra qualquer um. Então seja homem ou mulher, a identificação ocorrerá e você conseguirá curtir a série muito bem. Além do que, a série é um colírio para os olhos masculinos.
Grey’s Anatomy (Por Alexandre)

Médicos se envolvendo afetivamente com seus colegas e até mesmo com pacientes. Narração em voice over feminino na maior parte do tempo. Mulheres de personalidade forte dominando a maioria das cenas. Sensibilidade exalando em cada caso. São essas as principais características de Grey’s Anatomy e que a fazem ser considera – erroneamente – por muitos como uma série feminina.
A verdade, contudo, é diferente. Grey’s não é uma série sobre mulheres e para mulheres. É uma série sobre pessoas. Pessoas enfrentando o dia a dia, superando dificuldades e em busca da felicidade – pessoal e profissional. Os casos, por algumas vezes, são extremamente interessantes e por muitas vezes até bizarros. Grey’s Anatomy tem sim romance água com açúcar e um domínio de personagens femininas, mas vai além disso. É visceral. Vai ao limite de emoções da alma humana e as analisa como se deve ser.
Life Unexpected (Por Alexandre)

É a clássica série teen, mas com um fundo familiar. Temos a adolescente pirralha irritante (Lux), o triângulo amoroso entre o rebelde que vira responsável (Baze), a linda mulher indecisa (Cate) e o galã bonitão e certinho (Ryan). Juntando isso ao drama familiar de Lux e Cate e as crises de “aborrecente” que a garota constantemente passa, a série passa a imagem de que poderá agradar apenas ao público feminino.
Quem decidir assistir, contudo, terá uma grata surpresa. Embora todos esses elementos sejam sim parte essencial da série, tudo é envolto em uma atmosfera semi-retrô e um tanto quanto cafona, remetendo aos antigos clássicos da Warner Bros. As piadas sem graça e sentido, a reconstrução de valores familiares e um elenco adulto conectado e atraente fazem de Life Unexpected uma série para qualquer sexo e idade.
Parenthood (Por Lucas)

Algumas pessoas não gostam muito de séries que retratam famílias. E algumas delas não são assistíveis. Porém, Parenthood merece ser assistida sim. Okay, okay, tem sim todo o clichê das brigas familiares, da grande fofoca que acontece entre seus membros, o drama desnecessário, mas… tem Lauren Graham (Gilmore Girls; nesta trama, vivendo Sarah). E tem Peter Krause (Six Feet Under; na trama, Adam). Não são motivos suficientes? Certo.
Parenthood é um remake feito a partir do filme homônimo de 1989 dirigido por Ron Howard. A série conta a história da família Braverman e além do elenco de primeira, a série possui uma trilha sonora marcante, roteiro excelente e uma trama envolvente. Os problemas da família Braverman vão desde os financeiros aos mais dramáticos, como a traição do patriarca, Zeek (Craig T. Nelson) ou a descoberta de que Crosby (Dax Shepard), o mais novo dos Braverman, tivera um filho que só pudera conhecer anos depois. Claro, tem também a história de Amber (Mae Whitman) e Haddie (Sarah Ramos), a falta de uma figura paterna para os filhos de Sarah (Lauren Graham), o autismo de Max (Max Burkholder), Julia (Erika Christensen) “abdicando” da maternidade pela carreira, Kristina (Monica Potter) “abdicando” da carreira pela maternidade, e por aí vai. Vale muito a pena assistir!
Pretty Little Liars (Por Alexandre)

Um grupo de quatro amigas é obrigado a lidar com o desaparecimento de sua abelha rainha. Passam a receber mensagens ameaçadoras no celular e ficam amedrontadas. Rostinhos bonitos por toda a parte, o clima de high scholl, os romances adolescentes, fofocas, intrigas e futilidade são os grandes responsáveis por a série ser tachada de apenas mais uma série de mulherzinha.
Mas Pretty Little Liars possui outro foco. É sobre desaparecimento e assassinato, uma trama um pouco mais adulta que as séries teens normais. E mesmo que a série ainda não tenha usado por completo o potencial que possui, é uma boa pedida tanto para o sexo masculino quanto para o feminino, pelo clima de mistério que toma conta de uma parte dos episódios, as ameaças que chegam das mais diversas formas às meninas e o convite que a série faz de sermos detetives e também solucionarmos o crime.
Samantha Who? (Por Rodolfo)

Samantha Who? Tem um elenco predominantemente feminino. Além da protagonista que dá nome a série, surgem também sua mãe, uma dona de casa bastante insegura, suas duas amigas, uma delas ingênua e a outra um tanto oferecida, além dos flashs onde conhecemos Samantha antes de perder a memória, quando ainda era uma mulher mesquinha e egoísta, praticamente uma personagem diferente. Entre uma cena e outra é possível ver Samantha e cia na balada falando sobre vários assuntos, um deles bem recorrente: Homens. Resumindo desta forma, podemos dizer que a série não é bem o formato que atrai o público masculino, não é mesmo?
Mas calma lá! Samantha Who? é uma comédia deliciosa para se assistir e humor não tem gênero, pois homens e mulheres gostam de se divertir. Além disso, a Christina Applegatte é muito linda e merece todos os elogios, ao lado da Jennifer Esposito (no papel de Andrea) que é hilária e muito caricata. O roteiro é realmente engraçado, as situações sempre nos deixam com um sorrisinho no rosto e a idéia da série, de uma mulher renascida e que precisa convencer a todos que mudou, é bem elabora e criativa. Duvido muito que alguém assista Samantha Who? sem dar pelo menos uma risada.
Ugly Betty (Por Rodolfo)

Sabemos que moda é um tema que costuma não atrair a atenção do público masculino, salvas algumas exceções. O filme “O Diabo Veste Prada”, de 2006, é um bom exemplo. Na TV, podemos citar Ugly Betty, do canal ABC, que, para quem não sabe, contava a história de uma mulher fora dos padrões de beleza convencionais que tentava crescer profissionalmente trabalhando em uma revista sobre moda. Estilistas egocêntricos, cores gritantes, modelos magricelas, figurinos diferenciados e diversos outros acessórios eram presentes em quase todos os episódios da série, o que de certa forma espantava uma parcela dos homens que não ligam para moda.
Porém, Ugly Betty vai muito mais além. Apesar de ser uma comédia, a série consegue abordar de maneira bem séria a questão do preconceito em alguns mercados, neste caso, o da moda. Por exemplo: Quantas foram as vezes em que Betty foi desacreditada simplesmente por ser descendente de latinos, ou por se vestir de uma maneira diferente? Fora o fato de ela ser feia, como já diz o título da série. E apesar de tudo, ela venceu a batalha e no fim tornou-se uma editora de sucesso. Acredito que nós, que somos latinos e, principalmente os que estão se formando no ensino superior e indo para o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, podemos nos identificar um pouquinho com Betty. A série, no final das contas, apresenta uma lição de vida, com direito a drama, risos e romances, e que pode ser interessante para todos os públicos, inclusive o masculino.
esse post me deu mais saudade ainda de Ugly Betty =~