[Primeiras Impressões] Fairly Legal | Apaixonados por Séries

[Primeiras Impressões] Fairly Legal

Nova aposta do canal USA, a série Fairly Legal, que estreou nos Estados Unidos no dia 21 de janeiro, gira em torno de Kate Reed (interpretada por Sarah Shadi), uma advogada que, desiludida com as injustiças que presencia em seu dia-a-dia decide abandonar a profissão para se tornar mediadora.

Apesar de descrita como um drama, o piloto do show teve momentos bem divertidos, todos protagonizados por Kate, que não mede esforços para resolver as divergências entre aqueles que contratam seus serviços. Outra característica da ex-advogada que deixa bem claro seu bom humor é a forma como cada um dos contatos é nomeado em seu celular – com um personagem do filme “O Mágico de Oz”.

Seu talento para conciliar brigas é apresentado logo no início do episódio quando, usando de toda sua habilidade em negociar, ela consegue dissuadir um jovem a não assaltar a cafeteria em que ela estava, conseguindo que o dono da loja dê ao rapaz as mercadorias que ele gostaria de comprar com o dinheiro do assalto.

No entanto, apesar de excelente mediadora, Kate não consegue disfarçar a antipatia que sente por sua madrasta e companheira de trabalho, Laureen, ignorando sumariamente todos os seus telefonemas e tendo discussões ríspidas com ela. Em uma destas discussões, a melhor do capítulo na minha opinião, ela mostra a Laureen que não odeia odeia os advogados, apesar de aparentar o contrário, pois todos aqueles que ama são advogados e, de seu modo, ela quer “fazer a coisa certa”.

Esse desejo a leva a investigar a fundo uma tentativa de assalto sofrida pelo filho de um importante cliente do escritório de seu pai, revelando que o incidente não aconteceu exatamente como a vítima descreveu e livrando de uma condenação injusta um jovem promissor, que estava apenas no lugar e em companhia da pessoa errada.

Essa forte característica de Kate quase me fez esquecer de outro personagem com quem ela não se dá assim tão bem – seu ex-marido, Justin, que trabalha na promotoria de São Francisco. Cada encontro dessa dupla é sinônimo de discussões, algumas divertidas, outras nem tanto. Também advogado, os dois tiveram um divórcio bastante conturbado, até que um mediador entrasse em cena e colocasse um fim “amigável” nessa história.

Mesmo com um piloto relativamente longo (por conta de alguns momentos mais arrastados), Fairly Legal consegue distrair e arrancar boas risadas não apenas com Kate, mas também com seu ajudante, Leonard. Outro detalhe que faz a série valer a pena é a fotografia, especialmente as cenas gravadas no porto de São Francisco, já que Kate vive um barco.

Essas sequências, aliás, são bastante divertidas, pois o jeito espalhafatoso de Kate assusta um pouco o casal proprietário do barco ao lado, que reage com estranheza à presença de uma mulher vivendo ali. Outro personagem neste cenário que merece atenção é o jovem que vive “há alguns barcos de distância” e, sempre que pode, faz de tudo para chamar a atenção dela.

Apesar das várias franquias de Law & Order, o seriado é uma boa opção, pois foge do jurisdiquês para apostar mais na difícil resolução de problemas aparentemente simples. Uma ótima pedida para aqueles que gostam de um drama com pitadas de comédia.

Faily Legal é exibida às sextas-feiras.

Ps: Para os que decidirem dar uma chance ao piloto da série, vale dar uma olhada na relação de Kate e seu pai. Apesar de já ter falecido, ela faz de tudo para mantê-lo como parte viva de seu cotidiano, inclusive desabafando seus problemas a ele ou contando seu dia.


8 Comentários

  • A série é bem a cara do Canal USA, parece uma mistura de Royal Pains + Psych + “drama jurídico”. De fato, o piloto é mesmo um pouco longo, mas eu gostei, achei bem engraçada!

    O elenco encaixou bem nos personagens, principalmente Michael Trucco e Virginia Williams.

    Mas, sem dúvida, o que salva mesmo a série é a Sarah Shahi, já adorava a atriz desde The L Word e acho que a personagem caiu muito bem pra ela!

    Tomara que a série decole, com certeza vou acompanhar! Ótimo review, Rosangela.


  • Série meio “rasa”, não?

    A primeira vista parece mais uma daquelas. Que não acrescenta e só diminui.


    • Não acho que o fato de a série ser “rasa” seja um defeito… Acho que algumas séries a gente vê apenas pelo entretenimento, sem precisar de uma carga dramática grande pra funcionar.

      Já assisti e assito algumas séries bem boas e que são despretensiosas como Fairly Legal, mas que divertem semana após semana… Acho que isso vale mais do profundidade, até porque já existem muitas séries mais profundas.


      • Isso soa no mínimo paradoxal.

        Raso não é defeito?

        E não queria nenhuma profunidade na série. O meu “raso” se refere à trama tão clichê e batida.

        É como assistir novelas da Globo. Quem viu umas viu todas. E por que continuar assistindo?
        Se é para ter entretenimento, leiamos alguns livros, façamos qualquer coisa, menos assistir uma série igual a trocentas milhões que já existem/existiram por ai.


        • Discordo novamente… =)

          Raso não é defeito, é característica!

          Não vejo problema em assistir algo clichê, ou que já tenha sido feito… se fosse assim nunca teríamos visto, por exemplo, CSI:Miami ou CSY:NY, sendo que a segunda, na minha modesta opinião, supera inclusive a original!

          A audiência é grande, e acho que a série tem chance de conquistar sua parcela porque, querendo ou não, foge do padrão meio engessado das séries jurídicas de caso da semana. Acho que a série tem como trunfo a parte humorística e o fato de ter uma trama leve, que sendo bem explorada, pode render ótimas histórias.

          E se série “rasa” não fizesse sucesso, a maioria das tramas que estão no ar já teriam sido canceladas…

          Boa discussão!


          • Rsrsrs
            talvez o meu problema seja que eu não assisto CSI e nenhuma de suas franquias.
            Série de mistério forense assim como séries médicas eu costumo evitar (com exceção de House) porque as acho muito parecidas.

            Agora quanto à séries rasas fazerem sucesso eu concordo com você! (olha a exclamação ai pra confirmar) Elas fazem sucesso sim, eu nunca disse que não fazem. Só disse que é mais uma que não acrescenta nem diminui.


  • Sarah Shadi foi ótimo. #NOT
    É SHAHI velho.
    ¬¬


  • Prezados,

    Tenho acompanhado todos os episódios dessa série e ela não apenas é divertida como também apresenta uma versão totalmente diferente das séries jurídicas em geral, afinal ela não é sobre os processos judiciais em si, mas sim sobre como não chegar até eles. A personagem faz a mediação de uma forma divertida e atraente. Não vejo clichê nela a não ser pela semelhança da temática geral (jurídica), mas essa temática, convenhamos, é muiiiiiito ampla.
    Mas pode até ser que alguém me considere suspeita para dizer, porque eu realmente amei a série.


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