[Primeiras Impressões] My Generation | Apaixonados por Séries

[Primeiras Impressões] My Generation

Exibida pela emissora americana ABC, a série estreia com um novo tipo de narrativa para dramas, inovando e mostrando que pode sair coisa muito boa daí. No estilo documentário, somos apresentados a vida de nove personagens no  ano de 2000, ano em que se formam no ensino médio (famoso high school). A vida deles é seguida por uma câmera, onde falam seus desejos e objetivos para o depois da escola. Então, as mesmas pessoas que fizeram o documentário voltam, dez anos depois, para ver o que aconteceu na vida de cada um deles.

Um dos grandes diferenciais da série, tirando claro o modo de narrar com constantes flashbacks, é que além dos nove personagens principais, a câmera é um décimo personagem, pois está presente a todo momento e participa das ações. O grande tema da série é o quanto sua vida pode mudar em 10 anos. O quanto os seus sonhos de escola deixam de ser realidade quando você encara o mundo de verdade e como lidar com o fato de que nem tudo é como você esperava.

Personagens que seguem os clichês mais básicos de qualquer high school estão ali no documentário. Temos o atleta, a gostosa, o nerd, a tímida, o riquinho e por aí vai. Interessante o paralelo que a série mostra do que eles falavam com o que eles se tornaram e assim, aos poucos, vamos conhecendo cada um melhor e sabendo além de como está a vida deles, o que aconteceu durante esses dez anos que os levou até esse ponto.

Muita gente vai criticar pelo modo não linear de narração, mas isso é bobagem perto da qualidade do roteiro. Se bem trabalhada, a série pode render um hit. Os atores são desconhecidos do público o que torna o ‘documentário’ algo mais real, o que é um dos objetivos da série. Entretenimento de qualidade mas que exige gosto do público.

Os personagens basicamente se tornaram o oposto do que previam. Rolly, o atleta, chegou a começar a carreira no basquete, mas depois do incidente de 11 de setembro, se alistou nas forças armadas e agora encontra-se em campo de batalha, sendo que sua esposa Dawn, a punk, está grávida. Dawn mora então com Kenneth, o nerd, que acabou virando professor de pré-escola e tem uma paixão adormecida pela roommate, mas que agora começa a se interessar por Carolina, a tímida. Essa última teve uma noite de amor com Steven, o bem-sucedido, e só depois de 10 anos conta para o cara que teve um filho dele. Steven que tinha tudo pra dar certo, acabou se tornando um surfista vagal que trabalha de garçon nas noites. Falcon, o roqueiro, acabou virando DJ e toca nas noites sem rumo e nem lugar pra ficar. Brenda, a inteligente, acabou se tornando advogada e abdicando do seu amor por Anders, o riquinho, que casa-se com Jackie, a gostosona.

Como é possível ver, a vida deles apesar dos diferentes rumos tomados, continua completamente ligada e isso os une de novo. Os amores de colégio claramente não foram superados. As brigas não ficaram pra trás e nem de longe foi possível esquecer coisas que fizeram a vida virar de cabeça para baixo.

A cada semana seremos apresentados a uma peça dessa história, que no final formará o quebra-cabeça da vida de cada um deles. Eles pensam que a vida deles mudou muito em dez anos. Mas os últimos dez anos foram apenas o começo.


16 Comentários

  • Me irrita um pouco como as séries não deixam de insistir nesses estereótipos comunzões de high school. Mas eu curti o piloto, acho que com o tempo dá pros personagens conseguirem ir além disso e o negócio ficar melhor.

    No lance da narrativa não-linear, o que eu não curti muito é que os atores já não tem muita cara de high-school, aí fica um pouco forçado. Mas dá pra relevar.

    Uma coisa que eu li e achei legal é que My Generations é uma série boa sobre um documentário ruim. Acho que é mais ou menos por aí mesmo. Por enquanto eu tô satisfeito.


    • Tem uma galera comentando que achou lenta e tal. Eu não concordo muito até pelo tipo de coisa que a série se propôs a contar. Agora os esteriótipos, depois de ver tantas séries americanas, já nem me incomodam mais.
      Acho que é um entretenimento legal, dá pra assistir sem achar chato, mas não deve durar muito. Não combina com o estilo de coisa que os americanos gostam. Vamos ver né…

      Abraço!


  • Gostei da serie de maneira geral, o tema é legal e acho que os estereótipos estão presentes justamenete para serem destruidos. Mas achei o piloto lento demais. Depois que acabou parecia que eu tinha ficado horas assistindo. Precisa ser mais agil principalmente pq a audiencia foi ruim.


    • Não achei lento não, curti demais. Mas a audiencia é tudo pra eles, então também acho que nem deve durar muito.
      O tema é muito bom, dava pra fazer uma coisa muito diferente e boa pra valer. Pena que não aproveitam…

      Abraço!


  • Isso sempre acontece, boas histórias não tem a audiência esperada e são canceladas precocemente… Acho que isso vai acontecer com My Generation, quase certo, que nem Lone Star, que tem uma história muito boa e uma audiência horrível.
    Agora focando no episódio, eu simplesmente adorei… Eu olhei alguns dos pilotos das séries novas e My Generation foi a que eu mais gostei, não achei lenta e o modo como todas os dramas se interligam foi bem feito… Torço que não seja cancelada, tem tudo pra dar certo!


    • Pois é, potencial existe e não é pouco. Agora resta cruzar os dedos para que a série não seja cancelada tão rapidamente, já que seus indices de audiencia não foram nem perto do esperado pela ABC. Nos resta torcer bastante…

      Abraço!


  • Eu adorei. Adorei a iniciativa de tal roteiro arriscado. Que pode acabar ficando obsoleto se não usado corretamente.

    Meu EM terminou há 3 anos e já sinto e percebo o distanciamento gigante da turma unida e que ficou junto há 12/13 anos na vida. É comum, mas me entristeceu ver tanta coisa ruim na vida desses personagens. Imagino a minha que só em 3 anos mudou drasticamente e NADA do que eu almejava realmente aconteceu.

    De cara Kenneth é o personagem mais legal, tem mais história e mais drama com sua amizade perturbada com Steven. Adorei Falcon que é um personagem descolado e pode render muito. Assim como adorei o triângulo Brenda-Jackie-Anders que também pode render.

    Só não curti muito Rolly, pq ele apareceu pouco até. Dos atores conheço ele que é o Mehcad Brooks de True Blood; o Kenneth que fez um ep de Lost e a Brenda que fez FNL.

    Me deu raiva um pouco as câmeras porque são muito metidos e intrometidos na vida pessoal deles, mas claro, esse é o propósito e a série não seria assim se o roteiro fosse outro. Mas também fiquei um pouco desgostoso de tantos olhares sem graça para a câmera..pode acabar virando cacuete, tipo Bazinga do Sheldon.

    No mais, eu realmente curti e me dá muita sensação de nostalgia. Quero ver mais e espero que a audiência melhore, caso contrário teremos um cancelamento prematuro. E isso seria completamente errado.


    • Esse clima de final de escola é muito saudosista mesmo. Eu curtii grande parte das cenas por isso também. É interessante e bizarro perceber o quanto a vida muda em tão pouco tempo, pessoas que você via diariamente agora você não sabe mais onde estão e etc.
      Eu acho que infelizmente a série não vai agradar muito lá fora, então que pelo menos a ABC exiba 13 episódios e dê um final legal, uma conclusão pra esse drama.
      Agora, em qual episódio de Lost o Kenneth participou? Juro que não lembro desse cara…

      Abraço!


  • Eu tenho que dizer que fiquei empolgado no começo, depois achei que ficou meio parado, e logo depois me animei novamente com a série.
    Tenho que confessar que eu não sou muito fã de documentários, por isso estranhei e ainda estranho essa câmera andando atrás dos atores e etc, mas nada que comprometa o ótimo enredo de My Generation.
    Agora é aguardar o desenrolar da história, e estou torcendo para que My Generation e Lone Star continuem porque gostei bastante dessas duas. /Tô avaliando se The Event vale o risco de se tornar um vicio como LOST. Muito de assistir e viciar.

    PS.: Essa narrativa de mostrar como a vida mudou desde o colégio me lembrou muito “Reunion”(a série sem final)


    • Confesso também que demorei pra acostumar com o modo documentário em uma série assim, ams depois de uns 15 minutos já não estava mais me importando com isso. O enredo é realmente muito legal e acho que teria muita coisa pra desenvolver. Vamos torcer para que a audiencia melhore!
      Eu não vi Reunion, ainda bem. Mas tenho amigos que são frustrados até hoje por não saber o final HUAHUAHUHUA

      Abraço!


      • Pois eu vi Reunion. E ainda não sei o que foi que os americanos viram de tão ruim na série a ponto de levar a emissora tirar do ar faltando dois ou três episódios para o fim! Custava dizer quem matou a mulher?
        Mas enfim, bola pra frente…infelizmente.


  • A série me conquistou em todos os sentidos. Mas pelo fato de pouca audiência nos EUA, tenho medo de um cancelamento prematuro.

    PS.: a história que eu mais gostei foi de Caroline e Steve.

    Visite: http://soserie.wordpress.com


    • Pois é, o mal que assola todas as séries: a audiencia! Agora é esperar que a série melhore ainda mais no segundo episódio e consiga agradar enfim o gosto tão estranho do publico americano.

      Abraço!


  • Dos pilotos dessa temporada, foi o que mais me agradou. Além da filmagem como documentário, a inclusão no roteiro de fatos como o 11 de Setembro e o caso Enron, fizeram a série ficar bem interessante.


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