Eu acho (mas adoro Lost também)
Eu sou daqueles que considera Felicity uma das melhores séries de todos os tempos. Gosto tanto que considero esta a melhor criação do J.J. Abrams (ao contrário da maioria que prefere Lost). Keri Russel, a eterna Felicity, é uma das atrizes que eu faço questão de acompanhar, seja na televisão ou no cinema. Então, imaginem só a minha felicidade quando soube que Keri voltaria à televisão como protagonista de Running Wilde, nova série da Fox. Agora, imaginem a minha decepção após assistir ao piloto e perceber que o seu talento está sendo desperdiçado, ao que tudo indica, em uma das produções mais fracas desta fall season.
Vamos à sinopse: Steve Wilde, interpretado por Will Arnett (de Arrested Development) é um milionário herdeiro da indústria do petróleo, muito chato, mimado, egoísta e feio (já repararam no tamanho de sua testa?). Acharam a descrição muito infantil? Pois mais infantil ainda é o personagem que, de forma competente, sabe causar vergonha alheia no telespectador. Steve é apaixonado por Emmy (Russel), sua ex-namoradinha da adolescência e, atualmente, uma ambientalista que vive na Floresta Amazônica (Peru) com sua filha Puddle (Stefania Owen).
Emmy e Steve não se vêm desde que a mãe da moça, que era empregada na mansão da família Wilde, foi demitida. O reencontro do casal ocorre quando as empresas Wilde decidem explorar as terras indígenas onde Emmy está vivendo. Para impedir a exploração das terras, a ativista volta aos EUA, acompanhada de sua filha, para falar com Steve e evitar o desmatamento da floresta.
De início, parece uma sinopse quase interessante. Se Steve não fosse um tolo, com certeza chamaria mais a atenção. Imaginem um homem sério, frio, mas que no fundo ainda consegue se apaixonar por uma mulher totalmente diferente dele. Essa mulher, bonita e gentil, retorna a sua vida para torná-lo um homem melhor. É clichê, eu sei disso, mas é o tipo de clichê que a gente acaba gostando. O problema é que neste caso o protagonista não passa de um bobalhão sem graça.
A Fox apresentou a série como uma comédia. Sinceramente, ri no máximo umas duas vezes e somente graças aos personagens secundários. Migo (Mel Rodriguez), empregado latino de Steve, é engraçado e tem o carisma que falta ao protagonista. Puddle também tem sua graça, inclusive durante a narração da série, mas também não é nada demais. A garotinha me parece um genérico da Abigail Breslin (do filme Pequena Miss Sunshine): Bonitinha, mas não muito talentosa. A personagem não fala há seis meses só porque não quer mais morar no meio do mato. Não seria mais fácil falar com a sua mãe e pedir para voltar a América?
O reencontro entre Steve e Emmy é de uma frieza, que se realmente existe amor entre eles, provavelmente é no formato de um cubo de gelo. Arnett até se esforça para parecer apaixonado, mas não há química entre os dois. Parece que ela é mulher demais para ele. Puddle, na tentativa de permanecer nos Estados Unidos, pede a Steve que impeça Emmy de levá-la outra vez para a Amazônia. É neste ponto que surge Fa’had (Peter Serafinowicz), um vizinho rico, sem graça e dono de um pônei ridículo, que finge ser um médico para ‘explicar’ a Emmy que sua filha precisa permanecer na América para voltar a falar.
É óbvio que Emmy logo descobre a farsa do falso médico. No começo, ela fica zangada, mas perceber que Steve ajudou sua filha, sem receber algo em troca por isso, a deixa comovida. A ambientalista decide permanecer na mansão, mais especificamente na casa da árvore onde ela costumava ficar quando era jovem e onde, provavelmente, ela e Steve ‘fabricaram’ a pentelha (outro clichê: é óbvio que Puddle é filha dele. Estou errado ao pensar assim?)
O ritmo da história também não ajuda muito no desenvolvimento da série. Tudo acontece rápido demais, as cenas voam e os personagens vão e voltam o tempo todo. Fica até difícil respirar. Talvez, se a série fosse mais bem elaborada, até valesse a pena mais vinte minutos para contar a história de maneira mais eficaz.
Eu tenho a esperança de que tudo melhore. Sei que parece contraditório depois de tudo o que eu disse acima, mas não acho que a série seja de todo mal. Os problemas que eu mencionei podem ser corrigidos para tornar Running Wilde em uma série leve e divertida (ao contrário de agora: insossa e bobinha). Arnett, que também é produtor da série, já foi muito elogiado na época de Arrested Development. Duvido muito que o talento dele tenha desaparecido. Além disso, como disse anteriomente, sou fã da Keri. Ela me motiva a continuar.
Aguardem as reviews dos próximos episódios, caso a série não seja cancelada devido à baixa audiência. O piloto não foi lá muito bem nesse quesito e as críticas têm sido péssimas. Parece que a Fox não está com sorte nas estréias (vide Lone Star). Para quem se interessar, acompanhe Running Wilde conosco. Seja para falar bem ou mal. O convite está feito.
Desde o começo não me interessei pela serie apesar de gostar muito do Will.
Agora com as criticas ruins é que eu nem vou começar a ver mesmo, a não ser que melhore significativamente…
mas ja tenho umas 25 pra acompanhar…
Oi Licaro,
Dá uma olhada no Piloto da série, pelo menos. De repente, pode te agradar.
pode assistir que não vai se arrepender.Há muito que não saia uma série de humor tão bacana, ao nivel de modern family.
Então, eu acho que ‘Modern Family’ é infinitamente melhor. Nem consigo compará-las.
Foi horrível… já larguei e só volto se começarem a aparecer boas críticas. Esse piloto foi o pior dos que eu vi nessa semana.
Concordo com quase tudo que você escreveu… tirando “Felicity > LOST”, não tenho como concordar com isso. Tudo bem que vi pouco dessa outra, mas não tenho como concordar e até assustei quando li rs.
Vou aguardar as próximas reviews.
Abçs.
Tambem adoro a Keri Russel e fiquei mesmo desapontado com este piloto, muito fraquinho.
Pelo que eu li em outras reviews, parece que a maioria se desapontou com a série. Mas eu tenho esperança de que melhores. Vamos ver…
Era mesmo pra ser engraçado, gente? Eu não ri um min sequer. Foi realmente uma das estreias mais fracas.
Eu ri duas vezes apenas, graças aos empregados do protagonista. Se pelo menos fosse um humor mais sutil, mas refinado… Mas nem é. Eles tentam fazer uma comédia de humor mais popular e nem assim conseguem fazer rir.
Ergh… acabei de assistir e não conseguirei dar chance ao segundo episódio.
Bom, o 2º episódio não melhorou muito (na verdade, foi fraco igual o 1º). Acho que você não perdeu muita coisa. Porém, eu gosto tanto da Keri, que assisto por ela.
Só assisti esse pilot pela Keri e não sei se vou continuar. OMG! Senti pena da interprete de Felity. Êta, seriezinha ruim.
Eu também senti pena dela. Até agora não entendo bem o motivo para ela ter entrado nessa série.
Até que gostei…
É claro que tem muita coisa a ser melhorada, a química por enquanto é pouca, os diálogos e piadas saem um pouco forçados, mas na minha opinião, não está tão ruim a ponto de largarem de vez sem assistir pelo menos 3 ou 4 episódios.
Confesso que mesmo assim ainda ri em algumas cenas…
Mem sempre o piloto de um série faz jus ao resto dela.
Vamos esperar um pouco mais, quem sabe dá certo! Tomara!!
Oi Rachel,
Eu acho que tô no mesmo grupo que você. Tô acompanhando a série, inclusive. Ainda não melhorou, infelizmente. Mas tô na torcida.
Felicity melhor q lost! afff