Quando Shonda Rhimes anuncia um novo drama, ele vai direto pra lista de séries que preciso assistir. A ansiedade aumentou quando descobri que a protagonista era uma gerenciadora de crises. Scandal estreou trazendo alguns clichês, mas nada que prejudicasse o brilhantismo do show. Aliás, a série é um marco na TV americana, já que foi a primeira vez em 30 anos que uma mulher afro-americana conduziu um programa de horário nobre. Mesclei minhas primeiras impressões à tradução parcial de um artigo sobre as origens da criação da série. Qualquer semelhança entre a Olivia Pope e o queridinho Eli Gold (The Good Wife) não passa de mera coincidência.
Scandal é inspirada na história real de vida de Judy Smith, a famosa afro-americana especialista política em gestão de crises e ex-assessora da Casa Branca. O trabalho de Smith ao longo dos anos tem incluído o abafamento de incêndios de alto perfil controverso como o caso Monica Lewinsky, a acusações de rinha envolvendo o atleta Michael Vick e o desaparecimento da estagiária do congresso americano Chandra Levy. Embora o show seja “inspirado” na carreira de Smith e tem alguns detalhes embelezados, ele mantém o público envolvido com histórias escaldantes de notícias sobre eventos recentes. Temos ainda uma subtrama envolvendo o atual presidente americano da série.
Judy Smith foi apresentada à Shonda há mais de dois anos atrás. ”Lembro de ter uma reunião com Judy, que deveria durar cerca de 20 minutos“, disse Rhimes na entrevista ao thedailybeast. “Nós acabamos falando de duas horas ou mais naquele dia, e eu sabia que ela era o meu próximo show. Eu estava encantada. “ Na época, Shonda não estava familiarizada com a carreira de quase 20 anos de Smith. e disse que inicialmente, a raça da personagem principal não foi discutida. “Uma boa história é uma boa história”, disse ela. “Não importa o que a raça é, e essa sempre foi a minha crença. Dito isso, foi maravilhoso ter uma história baseada em uma mulher afro-americana que chamou para uma liderança afro-americana feminina. Não tinha necessidade de ser uma discussão sobre isso porque era o que era.”
Todo mundo tem um segredo e Olivia Pope dedicou sua vida a proteger e defender as imagens públicas de elite do país e manter os segredos em segredo. Reverenciada e temida ao mesmo tempo, Olivia, uma ex-diretora de comunicações para o presidente dos Estados Unidos, deixou a Casa Branca para abrir sua empresa própria gestão proeminente de crise. Ela está esperando para começar um novo capítulo em sua vida, tanto profissionalmente como pessoalmente, mas ela parece não conseguir cortar completamente os laços com seu passado. A Price & Associates é uma firma composta por advogados e investigadores chamados para resolver situações que precisam ficar longe da mídia e da curiosidade do público.
Com uma história de fundo rica e com Shonda a bordo, faltava uma uma atriz forte, capaz de transmitir combinação perfeita de Smith em seu rosto confiante e intelecto de aço. O papel encaixou perfeitamente em Kerry Washington e acredito que já amo a personagem tanto quanto Miranda Bailey (Grey’s Anatomy), minha personagem preferida de Shondaland. O piloto, que foge à regra geral das séries americanas e foi intitulado Sweet Baby, mostra Olivia finalizando um negócio para um cliente e mais dois trabalhos da firma: um soldado condecorado acusado de homicídio e um incidente envolvendo seu ex-patrão. Durante a dinâmica conhecemos um pouco mais do elenco regular, com destaque para a mais nova contratada da firma. Aos poucos, fica claro que nem sempre as habilidades de Olivia são inquestionáveis.
Percebemos que a equipe é eficiente quando se trata dos detalhes da vida das outras pessoas, mas na maioria das vezes nem sempre conseguem administrar a própria vida, sofrendo constantes intervenções de Olivia. O que todos têm em comum? A lealdade e confiança no trabalho da líder, algo admirável e muito bem construído, dispostos a fazer tudo que for preciso para salvar a reputação de alguém. São eles: Stephen Finch(Henry Ian Cusick), que já namorou a sua quota de mulheres, mas está tentando se acalmar e ter uma família; Harrison Wright (Columbus Short), um litigante liso; Huck(Guillermo Diaz), extraordinário hacker; a investigadora Abby Whelan (Darby Stanchfield), que tem uma paixão duradoura em Stephen e Quinn Perkins(Katie Lowes), a nova mulher jovem no escritório, iniciado em uma prova de fogo em seu primeiro dia no trabalho.
Completando o elenco regular, temos o ex-chefe de Olivia, Presidente Fitzgerald Grant (Tony Goldwyn) e seu chefe de gabinete, Ciro Beene (Perry Jeff). Seus clientes não são os únicos com segredos, embora, surpreendentemente, Olivia pode precisar de exercer todas as suas habilidades de controle de danos em seu próprio nome. Scandal terá sete episódios em sua 1ª temporada, exibidos às quinta-feiras, logo após Grey’s Anatomy. Com isso, Private Practice será deslocada para as noites de terça-feira. Antes mesmo de sua estreia, a série teve boas críticas e chegou a ser considerada a melhor estreia de 2012 pelo E!Online. A audiência de Sweet Baby foi modesta, com 2.0 na audiência qualificada e aproximadamente 7.33 milhões de views. No entanto, é cedo pra avaliar essa receptividade devido a semana de feriado. Se você ainda está em dúvida sobre assistir ou não o piloto, confira o promo legendado:
Depois de tudo isso, só me resta dizer: Welcome, Gladiators in Suit! E que venham pra ficar. As reviews de Scandal você confere, aqui, no Apaixonados por Séries!
Parabéns pelo texto!
Parece legal, mas, pelo que entendi, será procedural?
Procuro fugir ao máximo desse tipo de série… Acho que vou esperar saírem alguns outros episódios e ver quais serão as reações.
Oi, Micael!
Tem um parte procedural, mas a história dos personagens evolui sim. Não coloquei muitos detalhes sobre o episódio em si porque tem muita gente que lê antes de assistir e eu se contar os detalhes no texto o leitor perde as boas surpresas.
Dê uma chance, tenho certeza que você vai gostar!
Abraços
Eu já quase não gosto de fofocas, imagine um Scandal, HAHAHA. A atriz é divinissima (lembrei da atuação dela em “Quarteto Fantástico”) e só assisti por causa dela. O episódio mal começou (acho que menos de cinco minutos) e eu já estava com minha total atenção voltado ao player, sem interrupções. A série é interessante, prendeu minha atenção e por mais que foque em um caso por episódio (talvez não, nos próximos) teve aquele toque de outros casos no meio de um em andamento, deixa a coisa toda mais real, onde tudo se mistura, ora atrapalha, e não fica em um só como se existisse só um e nada mais. Gostei, sem mais!
Achei muito phoda essa série, não vejo Grey’s Anatomy mas respeito muito tudo o que tem o nome da Shonda no meio. Dessa vez ela acertou em cheio, que belezura de seriado! Personagens fortes, focados, que tem química e que te prendem o tempo todo na tela, boa premissa e um bom roteiro. To dentro! :D
Surpreso com esses 5 controles remotos. Não daria nem 2.
Achei fraquíssima. A protagonista é super afetada e sem carisma. Os diálogos são rápidos demais pra passar a ideia “falo muito rápido pra parecer fodona”. Tipo, oi? Enlouqueceu? Sabe onde eu vi diálogos rápidos assim? Em Rebelde, novela da Record. Acho que fazem isso pra esconder o roteiro ruim. Uma pena porque eu acho que gerenciamento de crises é um assunto interessante (sou Relações Públicas, so…).
Uma produção como este me lembra que Shonda Rhymes pode ser muito boa (Grey’s Anatomy e Private Practice) mas também pode ser muito medíocre (Crossroads – Amigas Para Sempre, aquele filme pavoroso da Britney Spears).
Parabéns pelo texto!
Parece legal, mas, pelo que entendi, será procedural?
Procuro fugir ao máximo desse tipo de série… Acho que vou esperar saírem alguns outros episódios e ver quais serão as reações.