[Primeiras Impressões] The Gates
Escrito por
Caio Mello em 21 de junho de 2010 |
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Primeiras Impressões,
Quando a ABC anunciou a tentativa de criar uma série sobre vampiros, lobisomens e outras criaturas, para tentar entrar de vez nessa área que a HBO e até a CW já haviam feito sucesso, todos falaram mal. Afinal, é a ABC que vem mostrando coisas como FlashForward, Happy Town e Romantically Challenged. A espera era de algo como Desperate Housewives com tais elementos sobrenaturais, mas um fiasco era iminente.
Porém, ao chegar ao final do episódio piloto de The Gates me senti satisfeito, com alguns reclames aqui e ali, mas no geral, gostei. Com medo de que meu gosto por séries tivesse caído, fui procurar em vários sites, e não é que falavam a mesma coisa que eu? The Gates sabe nos deixar entretido e consegue nos distrair agora que a maioria das séries está em hiato. O que preocupa é a audiência que marcou menos de 5 milhões no piloto, mas se os críticos gostaram, o público deve dar uma chance a série, ou, ficaremos sem algo interessante para assistir.

Nick Monohan é um ex-detetive que foi colocado para ser o novo chefe de polícia de The Gates, uma pequena comunidade que mantém seus portões fechados a rigor e onde todos conhecem todos. Nick chega com sua família e logo começa a duvidar de uma de suas vizinhas em um caso de desaparecimento. A vizinha é Claire Radcliff, uma vampira que ainda luta para se controlar. Claire foi transformada por Dylan, que agora é seu marido e cuida da esposa e da filha que eles adotaram. Charlie é filho de Nick e logo em seu primeiro dia na escola começou a gostar de Andie, uma garota simpática que namora Brett, um adolescente lobisomem. No meio disso tudo ainda conhecemos Devon e Peg, duas bruxas rivais que possuem lojas na cidade, e Marcus e Leigh, policiais que agora trabalham com Nick.
A história do primeiro episódio vai mostrando a chegada da família Monahan e as suspeitas de Nick com a família Radcliff, já que o homem desaparecido foi visto pela última vez perto da casa deles. De fato, Claire, a vampira, aproveitou que seu marido estava fora e não se controlou, chupando todo o sangue do tal empreiteiro e consequentemente, matando-o. Além disso, a história de Charlie, Andie e do lobisomem Brett também foi mostrada proeminentemente. Ficamos sabendo mais do passado de Nick através de sua esposa Sarah e dos motivos dele ter sido transferido. Como a família Radcliff lida com o problema do desaparecimento e como as criaturas se mantém escondidas também são plots mostrados.
Pelo jeito, o pessoal da cidade se conhece, já que Claire sabe que Devon e Peg são bruxas e as duas também sabem de sua vida vampira. O mesmo acontece com Brett, que possui amigos lobisomens que adam em grupo. O marido de Claire, Dylan, deu a entender que eles podem fazer o que quiserem fora dos portões de The Gates, mas ali dentro da comunidade tudo deve ser mantido escondido. Os lobisomens também saem em bando como lobos fora da cidade, mas dentro não devem se transformar. Já sobre as bruxas ficamos sabendo pouco, apenas que Devon deve ser uma grande vilã, enfeitiçando seus chás para atrair clientes, enquanto Peg é uma bruxa gente boa que ajuda os outros.

Os efeitos especiais da série até que foram legais. Claire pulando do andar de cima da casa foi show, mas os vampiros apenas ficam com os olhos negros e suas presas não aparecem tanto. Os lobisomens ficam com os olhos amarelos e não foi mostrada a transformação de Brett em cena, apenas o lobo já transformado. Só não entendi por que Claire queimou a perna no sol se antes estava andando à luz do dia sem problema algum. Será que ela precisa passar aquele creme para não ser queimada? Olfato e audição aguçados são características tanto dos vampiros como dos lobisomens, mas outras qualidades ainda não foram mostradas.
Os personagens são carismáticos e a maioria dos atores são bons. Charlie, o garoto principal é bem simpático, assim como sua futura namorada Andie e o rival Brett, que tem muito potencial como adolescente lobisomem que as vezes não consegue se segurar, mas pelo jeito seus amigos lobos estão cuidando, já que foi um deles que pulou em cima de Brett antes dele atacar Charlie. Os policiais Marcus e Leigh também são interessantes e devem ajudar o núcleo de Nick, que não é aquele cara que todo mundo ama. As bruxas apareceram muito pouco, mas dá para falar que amaremos Peg e odiaremos Devon por suas personalidades. Só não gostei muito de Claire, já que a atriz Rhona Mitra não é lá aquelas coisas, mas pode ser que melhore.

No geral, The Gates não decepcionou e pode ser um bom guilty pleasure para nós viciados em séries. A história tem potencial e se for administrada da forma certa pode se dar muito bem. O que precisa acontecer agora é a audiência melhorar para que tenhamos a chance de vê-la crescer. Queremos mais sangue, mais lutas, mais fantasia…tudo isso bem misturado com boas tramas de apoio. Que venha o episódio 2…
Sério? Não sei se fui só eu, mas farejei “bullshit” desde os minutos iniciais de The Gates.
Honestamente, consigo até imaginar um executivo que não sabe bulhufas do assunto virando pro primeiro produtor que encontrou e demandando uma série de vampiros. Ao que o outro responde, “Que tal vampiros… no subúrbio?!”, todo empolgado com seu próprio brilhantismo e originalidade. ¬¬
A cena em que a vampira-descontrolada convida o cara para “cuidar do ferimento” e acaba no processo perguntando se ele tem namorada, mulher, etc, foi muito, MUITO, batida. Achei por um instante que estava assistindo “Vampiros no Subúrbio – The Porn Edition”.
Mesma sensação ao ver o novato-do-colégio sendo brilhante numa aula de literatura só pra justificar a mocinha puxando assunto com ele logo em seguida.
Foi isso que senti durante todo o piloto. Me pareceu uma coleção de cenas já vistas em outros seriados nos últimos 10 anos, adaptadas [pobremente] para a temática. Simplesmente pq a ABC *tem* que ter uma série de vampiros.
Não digo que a série não pode vir a ficar realmente boa. É apenas o piloto, mas confesso que ele me decepcionou… e MUITO. Minha primeira impressão de The Gates é que ela falha, em totalidade, em trazer algo novo. Família traumatizada, casalzinho instantaneamente apaixonado, vampira descontrolada… Não duvido nem que o mocinho, em algum ponto, seja transformado em vampiro só pra termos o clássico triângulo e antagonismo com os lobisomens.
The Gates até agora foi isso ai… tudo muito standard só pra colocar algo no ar que satisfaça os executivos e as pré-adolescentes de Crepúsculo. Vamos ver se melhora.