
E eis que Desperate Housewives volta do hiato com um episódio bem morno. Nada de muito agitado aconteceu; basicamente terminamos de acompanhar as consequências do jatinho caindo em Wisteria Lane e ficamos sabendo quem afinal morreu no acidente. Foi quase uma recapitulação da temporada até agora, e acabamos descobrindo um pouco mais sobre os Bolen, uma das melhores famílias da série.
Obviamente, eles mudaram os nomes antes de chegar à Fairview, isso não era segredo. Assim como também era claro que Angie havia matado alguém e, por isso, eles estavam fugindo. Eu só não esperava que fosse o amante dela, o tal do Patrick Logan. Bem, pelo menos para isso a Mona serviu (se ela contasse toda a verdade para a polícia, seria o fim da história dos Bolen!).

Lynette, Tom, Carlos e Gaby, como já era de se esperar, voltam a ser amigos, depois da loira ter salvo Celia do avião. Foi interessante ver como as duas mães enxergam os seus filhos e como elas enfrentam as dificuldades. Enquanto Gaby se projeta em Celia, querendo ver a filha se tornar uma grande estrela para ser especial (como um dia ela se sentiu quando estava sob os holofotes), Lynette sabe que todos os filhos são especiais e precisam sair um pouco do ninho materno para crescerem de verdade. Para variar, ela se imagina tendo um trabalho do cão com o filho, que teria um tipo de deficiência nas pernas.
O melhor diálogo veio de Gaby e Carlos:
- Acho que Deus salvou Celia porque ela é especial. Ela tem um dom.
- Que tipo de dom?
- Não tenho certeza ainda, mas ela tem um.
Todos os pais têm as maiores expectativas em relação ao futuro dos filhos, mas de vez em quando, eles exageram, não? Só porque a criança não mostra nenhuma habilidade melhor para qualquer coisa que ela não é especial. O Carlos (no sonho da Gaby) é que está certo, crianças precisam aproveitar a infância.

Falando do que seria o grande mistério do episódio, houve uma pequena “homenagem” ao Karl, que morreu no acidente, como já tinhamos previsto. Achei bem bobas as histórias que a Susan e a Bree imaginaram, deixando bem claro que “uma vez um traidor, sempre um traidor”. Será que as pessoas não podem mudar? Ou será que não tinha outra faceta do Karl para ser mostrada?
Na verdade, essas homenagens ao Karl quase me fizeram desistir do episódio. Ele não tem força para nos fazer lamentar por sua saída, como foi com o faz-tudo Eli Scruggs, no 100º episódio da série. A gente nem sabia da existência do Eli, mas a delicadeza dele e a forma como o inseriram na história nos comoveu e os flashbacks foram convincentes.
Agora é ver como a Bree vai lidar com o Orson paralítico. E pelos spoilers dados pelo site oficial da série (que colocou imagens do próximo episódio ao invés deste), podemos esperar muita agitação para os Bolen!
O episódio foi mesmo bem morno até o momento em que podemos acompanhar o sonho de Lynette. Que Felicity é a melhor atriz de DH não há dúvidas, e os roteiristas parecem ser mesmo fãs dela. Há muito tempo eu não via em DH (ou em qualquer outra série) momento que me tocasse tanto quanto a cena de Lynette e seu filho na cozinha. E que menino era aquele?? Atuação a altura da sua “mãe”! Por mim, se o episódio tivesse durado 5 mins, e fosse só aquilo, teria sido lindo… Mas foi bem chatinho.
E realmente, não é possível que não houvesse um outro lado do Karl a ser explorado. Se bem que DH me lembra um pouco as novelas de Manoel Carlos (sim, sou meio noveleira hehe), em que as mulheres são grandes personagens, e os homens planos e razos, sempre tão comuns. Só Orson e, no máximo, Carlos, se destacam.