[Review] Dexter 4×05 – Dirty Harry | Apaixonados por Séries

[Review] Dexter 4×05 – Dirty Harry

Dexter

Pra quem não conhece, nunca ouviu falar, odeia o Clint Eastwood, ou, sei lá, ainda vive nos anos 60, Dirty Harry (Perseguidor Implacável no Brasil) é um filme de 1971, estrelado pelo próprio Clint, que interpreta o papel de Harry Callahan, um policial do Departamento de Polícia de São Francisco. Tá, mas o que isso tem a ver com Dexter? Tudo. Ou quase tudo. Dirty Harry quer justiça, mas a buracrocia da polícia não o deixa. Dexter quer sangue, e o consegue exatamente por causa da burocracia da polícia – mas tudo sempre sustentado pelo… código de Harry. Duvido que Jeff Lindsay não tenha lembrado de Clint Eastwood na hora de dar nome ao pai do nosso serial killer favorito.

“Dirty Harry” só não é o título perfeito pra esse episódio de Dexter, porque o Trinity Killer não é burro igual ao vilão do filme setentista, o Scorpio. Mas quem se importa? Depois do cliffhanger que a série deixou nesse 4×05, não quero nem saber de cinema. Só quero que chegue logo o domingo que vem.

Dexter Dirty Harry

Mas nem tudo são flores. “Dex Takes A Holiday” foi um episódio excepcional e manter o nível de qualidade seria complicado. “Dirty Harry“, apesar de não ter conseguido o feito, pelo menos chegou perto. Com um ritmo um pouco menos eletrizante que o episódio anterior, não sei quanto a vocês, mas pra mim a caça de Dexter ao Trinity Killer ficou um pouco em segundo plano. E as responsáveis por isso foram Rita e Deb.

A primeira tá cada vez mais desconfiada do marido, e as desculpas de Dexter cada vez surtem menos efeito. Gosto mais da Rita quando ela fica com o pé atrás. Ela é uma personagem inteligente demais pra ficar presa naquela trama básica de mãe feliz cuidando praticamente sozinha dos filhos. Quanto à Deb, da noite pro dia ela teve sua vida virada de cabeça pra baixo. Primeiro a morte do Lundy e logo depois a separação com Anton. Chance de ouro pra Jennifer Carpenter dar show. O que ela fez com maestria. O desespero de Debra na cena do estacionamento com o irmão foi fantástica, uma das melhores cenas da temporada até aqui.

Dexter Rita Debra

No departamento, a única coisa que me irrita é o caso do assassino das férias. Não gosto quando o foco varia entre casos diferentes, principalmente quando o caso principal é muito melhor, como é o do Trinity Killer. Mal vejo a hora da polícia de Miami voltar às atenções pro serial killer de verdade (o que não trabalha lá pelo menos). Aliás, pensando melhor, o caso do assassino das férias não é, de fato, a única coisa que me irrita. Quinn e a repóter é algo que, por enquanto, me parece bem dispensável. Nunca gostei do personagem do Quinn, e qualquer coisa que tenha ligação com a 3ª temporada ganha a minha antipatia. Até agora o caso da jornalista só me faz lembrar da Yuki na temporada passada: chata, sem graça e que acabou sem levar a história a lugar nenhum.

Quanto ao fato de eu achar a caçada de Dexter ao Trinity Killer em segundo plano, parte se deve à promo do episódio. Quem assistiu já sabia que Dexter iria encontrar o outro serial killer, e tudo que aconteceu até os 5 minutos finais não me empolgou tanto assim. Mas como foi tudo muito bem executado, nem reclamo. E além do mais, o cliffhanger elevou o antagonista da temporada a um novo patamar. Trinity tem uma mulher, tem filhos, tem uma família. Assim como Dexter.

Dexter Trinity Killer

Mas como que ele consegue administrar as carreiras de marido, pai e assassino ao mesmo tempo? Isso é tudo que Dexter quer saber desde que Harrison nasceu. É isso que o preocupa. É isso que tira seu sono. É isso que ele vem tentando fazer, mas nunca com o sucesso desejado. Afinal, será que é isso que vai fazer com Dexter substitua o desejo de vingança de Trinity pelo de admiração?

Eu duvido. No final das contas, Dexter vai ser igualzinho ao Dirty Harry. Vai chegar junto e perguntar:
Do you feel lucky, punk?

P.S.: Alguém mais lembra de Twin Peaks com aquelas gravações do Lundy?


10 Comentários

  • episódio perfeito
    a temproada ta fantastica shuahus


  • Guilherme, não vivo nos anos 60 não… Mas sou menina e não gosto desse estilo de filme do Clint Eastwood! heheh

    Deb sofrendo me cortou o coração… Passei por uma dessas (uma situação de perda bem ruim – e não perder o amante mais velho aposentado do FBI) a pouco tempo e me senti muitíssimo bem retratada pela atriz.

    Espero que Quinn e a achata vazem logo… Mas como ela tem mostrado os seios, deve mesmo vazar. > Mulher que aparece pelada em Dexter morre logo.

    Também não gosto muito do assassino das férias, mas parece que finalmente acabou.


    • ahuahuha Tá desculpada! Eu me amarro no Clint Eastwood… E o Gran Torino ano passado cheio de resquícios de Dirty Harry me deixou felizão ahahha Sem contar que Menina de Ouro é um dos meus filmes favoritos.

      E eu também acho que o lance do assassino das férias acabou, mas eu andei lendo por aí gente suspeitando que ele era o Quinn ou a própria repórter… Aí fiquei na dúvida se eu deixei alguma coisa escapar no episódio =|


      • Espero que você tenha ouvido errado, até pq odeio spoilers de Dexter hehe
        Mas seria ridículo o Quinn assassino. Mais um policial? Afinal, até que se prove o contrário, Doakes era um serial killer.

        Também gosto muito do Clint como diretor, Menina de Ouro e principalmente Sobre Meninos e Lobos. Gran Torino eu AINDA não vi.


        • Não era nem spoiler não, eram algumas pessoas dando o caso como não encerrado mesmo e levantando a hipótese… Mas eu também ia odiar se isso acabar se confirmando.

          Sobre Meninos e Lobos eu gosto muito, mas eu vi logo depois de ler o livro, aí acabou não chamando tanta a minha atenção. O livro é bem mais legal, cheio de detalhes, flashbacks, com o mesmo ritmo rápido do filme… Vale muito a pena pegar pra ler :d


  • [...] This post was mentioned on Twitter by Guilherme Peres. Guilherme Peres said: Review de "Dirty Harry", o 4×05 de Dexter, postada no @blogApaixonados: http://bit.ly/Xs1Lc Do you feel lucky, PUNK? ahahuha [...]


  • Eu sinceramente não me amarrei nesse episódio não… Foi mais um daqueles episódios que o Dex perde a majestade e vê que se continuar fazendo besteira ele pode perder com isso.

    Agora, palmas – de pé – para Jennifer Carpenter. A cena dela no estacionamento foi muito boa! Uma das melhores cenas de todas as temporadas. No quesito emoção acho que não me lembro de nada parecido.

    Quanto à história do Assassino das Férias eu ainda tô achando a história extremamente sem sentido, solta no meio do plot por isso acho que estou tentando me convencer de que não acabou, pra ter mais reviravoltas, afinal ainda faltam 7 episódios…

    A ideia do Quinn ser o tal cara me agrada, ou pelo menos que ñ tenha sido o Trinity que tenha matado o Lundy (no café ele pareceu levemente abalado e surpreso com a notícia) e sim o Quinn.

    Parte dessa vontade deve vir do fato de eu não suportar o Quinn desde a 3ª temporada…rs

    O fato é que o promo do próximo episódio me deixou empolgado e com expectativas relativamente altas com relação a ele.

    Parabéns pelo post!
    Abçs!

    PS: Só pra constar, (rs) as aparições do Harry tem me enchido. Aquele cabelinho dele aquelas frases de efeito… sei lá preferia quando o Dex pensava…


    • Eu não sou muito fã da ideia de que não foi o Trinity que atirou no Lundy e na Deb… A cara do Lundy tava muito mais pra culpa, do tipo “olha a merda que eu fiz” do que pra surpresa, do tipo “por que esse cara da delegacia quer me matar?”. Mas é bem capaz que tenha sido outra pessoa que disparou os tiros mesmo. O jeito é esperar pra ver.

      E valeu! =D


      • Só pra me explicar melhor… qdo eu disse cara de surpresa me referia ao Trinity enquanto tomava café da manhã vendo a notícia da morte do Lundy na TV.

        A cara do Lundy axei meio surpresa sim, mas depois um ar de “agora tudo faz sentido, mas é tarde…”.

        Enfim… temos 7 episódios pra descobrir!


  • * Campo obrigatório. O seu email não será publicado.