[Review] Glee – 1×11 Hairography
Escrito por
Caio Mello em 27 de novembro de 2009 |
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Não foi fantástico como os últimos episódios, mas Hairography foi muito bom nos preparando para as regionais que acontecerão daqui a dois episódios. Tivemos a continuação da trama da gravidez de Quinn e a de Terri, além do quinteto amoroso de Rachel, Finn, Quinn, Puck e uma pequena parte de Kurt. Além disso, os números musicais, quase todos, foram excelentes.

Sue Sylvester quer estragar as chances do Glee Club vencer as regionais a qualquer custo e acaba dando a lista das músicas para os diretores dos outros clubes. A diretora da academia de detenção juvenil Jane Austen foi interpretada pela cantora e atriz Eve, que se saiu muito bem. E o diretor da escola para surdos Haverbrook foi interpretado pelo ator Michael Hitchcock, que foi extremamente engraçado, principalmente na cena com Will, na qual ele não entendia nada direito. E agora, os diretores realmente irão sabotar o New Directions para vencer as regionais? Se eles apresentarem Don’t Stop Believing e Proud Mary, irão ganhar, pois ambas são números mais fortes do que True Colors.
Espero mesmo que essa história da gravidez acabe logo. Quinn considerou ficar com o bebê e deixar Puck cuidar dele, mas claro que o do cabelo moicano estragou tudo. Ele e a perversa da Santana (não gosto mais dela pelas atitudes) estavam mandando mensagens de conteúdo sexual um para o outro. Quinn descobre e volta para o Finn, onde os dois dizem que se amam (porém, acredito eu e todos, da boca pra fora). Kurt passa a perna na Rachel e ela se transforma na personagem de Olivia Newton-John em Grease para impressionar Finn, mas não funciona, pois o garoto gosta dela como ela é.
Serviu para tudo ficasse bem claro. Finn e Quinn irão ficar juntos, Puck é um tremendo safado por natureza e Rachel irá sofrer até conseguir ficar com Finn no final da série, certo? E claro, palmas novamente para Chris Colfer, um dos melhores atores da série, que sempre manda muito bem como Kurt, apaixonado pelo Finn ou não.

Ah, sério. Que homem aguentaria ficar separado da esposa por uma barreira de travesseiros e nem poder tocá-la, nem sentir a barriga de grávida? Terri vem passando dos limites e aquela Kendra, irmã dela, é muito chata!! Will trocou o carro que adorava por um no qual poderia colocar a filha que nem é dele, nem da Terri. E no fim das contas, Quinn realmente vai entregar o bebê, porque Will será um pai bem melhor que Puck, e isso é verdade.
As caras de Terri e Kendra impressionadas com os filhos dormindo e de banho tomados foi show. Sempre achei a voz de Dianna Agron meio anasalada mas confesso que gostei dela cantando Papa Don’t Preach da Madonna.
No mais, o episódio contou a história de Will estar preocupado com Sue estragar as regionais e assistindo apresentações de outros grupos. Não entendo porque ele ficou preocupado com a apresentação das garotas de Jane Austen. Bootylicious do grupo Destiny’s Child não foi bom, a não ser pela dança das garotas, mas o New Directions ganharia fácil. Isso fez com que Will usasse a técnica de hairography, onde um grupo que não dança e canta tão bem, usa os movimentos do cabelo para impressionar. Sendo assim, os garotos, de peruca + as garotas, tiveram aulas com a sempre ótima burrinha Brittany (Will: Brittany? Brittany: A treinadora Sylvester não me disse para fazer isso; Will: Manda ver. Brittany: Mandar o que ver?) e apresentam MAIS um mashup com as músicas Hair e Crazy in Love do musical Hair e de Beyoncé.

Mas as duas apresentações mais sensacionais estavam por vir. Depois de cadeirantes, homossexuais, síndromes de Down, foi a vez de pessoas surdas. E foi show!! O grupo da escola Haverbrook começou a música Imagine de John Lennon e o New Directions entrou junto e fez dessa, uma das melhores apresentações da série. Há críticos que disseram que foi uma falta de educação do ND atrapalhar o musical dos Haverbrook, mas quem conhece, sabe como essas pessoas precisam de inclusão. E foi isso que mostrou, que podem apresentar como qualquer outra pessoa. Incrível como a música de Lennon, de 1971 é tão atual e bonita. Arrasaram!!
E ainda tivemos até que enfim, Tina e seu solo. A japinha tem uma voz fenomenal e já estava merecendo um solo há muito tempo. E True Colors de Cyndi Lauper, foi uma escolha perfeita. Tina mandou extremamente bem com o grupo todo usando camisetas de cores diferentes, apenas sentados em bancos e cantando. 10 para Tina, 10 para New Directions.

Só comentando que Emma apareceu numa ceninha sem nenhuma importância e já estou com saudades da perfeita Jayma Mays. Agora estamos nos encaminhando para o final da metade da temporada. Ainda temos os episódios 12 e 13 e após 9 de Dezembro só teremos Glee em Abril, terminando a primeira temporada com mais 9 episódios. Ansioso para as regionais? Nós também!!
Foi um bom episódio, mas o que eu mais gostei foram as músicas e não o que aconteceu na série.
Porque o Puck tinha que ferrar com tudo? Tava ficando muito bom a transformação do caráter dele de canalha para bom moço, Quinn e Puck estavam protagonizando as melhores cenas da série, videm Papa Don’t Preach, mas nãããoo, tinha que voltar atrás com ele…
Outro personagem que me decepcionou foi o Kurt, tudo bem que ele gosta do Finn, mas fazer algo como ele fez não tem muita justificativa pra mim, mesmo que tenha sido com a chata da Rachel, ainda bem que o Chris Colfer constriuiu um bom personagem, senão Kurt estaria indo pro lado negro da força para mim.
Por outro lado, esse episódio teve duas músicas memoráveis para mim. Primeiramente, o encerramento, com True Colors… perfeita, excelente música, uma das melhores de Glee até agora, Tina cantando… uau! Ela merece mais espaço nas músicas AGORA! A outra… bem, sou suspeito para falar: Imaigne, uma das minhas músicas favoritas, desde de criança. A cena fico emocionante, o arranjo perfeito, fiquei com os olhos marejados. *_*
Eu esperava mais por Hair, não sabia até terça-feira antes do episódio, que seria um mash-up com Crazy in Love, e como tinha previsto, as músicas não combinam, ficou estranho, ainda bem que o Artie tem grande carisma, a cena não funcionaria se não fosse ele cantando (Kurt com a peruca loira de diva pop foi engraçado xD). E falando em diva pop, Quinn cantando Madonna foi ótimo também, mas eu acho que a música teria mais impacto se fosse exibida no episódio anterior, de forma com que Quin enfrentasse seu pai, fazer o que…
Ancioso pelo final dessa mid-season, desesperado pelo fato de que ficaremos sem Glee por meses, mas contente que agora tenho certeza que sempre teremos boa música para ouvir. :)