Pois é Matheus, tiraram a atenção do Rudy, deixando ele mais de lado, e assim deu chance de conhecermos ele fora dos holofotes e realmente pareceu diferente do Nathan.
Alguns elementos que elevaram Misfits estiveram presentes nesse episódio, mas nunca me senti tão fora de sintonia assistindo ao meu grupo de desajustados preferido.
Curtis é a Kate de Lost. Você gosta e ela tem sua utilidade para a trama, mas quando você sabe que o episódio será centrado nela, a expectativa não é lá aquela coisa. O ex-atleta nunca conseguiu levar uma trama nas costas. Ele ajuda o grupo nas confusões e sempre esteve presente para voltar no tempo quando a bagunça complicava. Mas Curtis nunca teve a presença de Nathan, o carisma de Simon, o charme excêntrico de Kelly ou nem mesmo o fator cute de Alisha. Ele nunca entrou de cabeça na trama da série, e como bem focaram nesse episódio: ele reclama de tudo, o que o transforma em um personagem antipático perante o público. Porém, Nathan Stewart-Jarret conseguiu levar bem sua trama nesse episódio, assim como Kehinde Fadipe e sua interpretação como Melissa, a versão feminina de Curtis. O problema mesmo ficou na execução do episódio.
Vejam bem, toda essa história de estupro, namoros, confusões…pareceu muito mais um episódio de Gossip Girl ou 90210. Não foi Misfits em sua essência. Claro, ver Rudy engasgado com pelo pubiano; Shaun dando em cima de Melissa; e as partes da urina e menstruação, foram sim, divertidas. Mas cadê todo aquele suspense, ação e até romance feito com maestria que a série sempre soube conduzir? Kelly enganada, pensando que Simon estava tendo um caso é um plot muito inútil para Misfits, e realmente não chamou atenção. A enrolação de Curtis-Emma-Melissa também não teve o efeito esperado, nem mesmo o treinador tarado usando de drogas na bebida. Estamos apenas no segundo episódio com Rudy e sem Nathan. A série precisa mostrar que consegue continuar a qualidade do sempre fazia: história de tirar o fôlego – ou até mesmo mais calmas – com o elenco afinado que tem em mãos. Mas sem um líder, a turma ficou sem foco. Simon não é material para liderar. Nesse episódio, ele não teve nada para fazer, além de conversar com Curtis e mostrar que, pelo menos agora, não tem como liderar essa turma sozinho. Rudy muito menos. Foi rebaixado ao alívio cômico, mas de forma positiva, pois deu para gargalhar com suas bizarrices sem esperar que ele conduzisse alguma trama.
Está faltando alguém para impulsionar o que acontece com os misfits. Esse episódio foi tranquilo, de passo lento, tentando construir algumas tramas que serão importantes para a série, mas em contraponto, precisavam mostrar algo que prendesse nossa atenção. Ok, então Curtis era o ponto principal, e sua carreira como atleta poderia voltar agora que ele é capaz de se transformar em mulher. As conversas com Simon e a tentativa de fazer piada com she-him-me de Curtis e Melissa, pareceram forçadas. De bom foi ver que o ator consegue manter um episódio focado nele, mesmo com o ritmo fraco. A ideia de mostrar a vida anterior do personagem e de como ele pode mudá-la, mostrando como os personagens o vêem, como Alisha imitando o ex-namorado, são boas, mas precisavam de um acompanhamento melhor. E como já comentei, a trama do treinador tentando estuprar Melissa e Emma, após drogá-las, não conseguiu atingir aquele auge que todo episódio tem com seu arco principal.
O outro ponto do episódio parece promissor. Mostraram Seth descendo do seu pedestal de traficante de poderes para um homem sofrendo a perda da namorada. E a ideia dele e Kelly juntos não é ruim. Vimos ela usando o novo poder e parece interessante – inútil, mas divertido. Gosto de pensar que esse relacionamento pode ajudar muito a personagem encontrar um rumo nessa temporada, e ele seria um parceiro legal. Sabemos que os namorados/namoradas dos misfits nunca tem um futuro muito bom, ainda mais quando são realmente legais – Nikki e Bruno na temporada passada, por exemplo – mas Seth não parece estar indo embora tão cedo. E espero que Emma continue na trama.
O bom é que a série continua ótima na fotografia e provando ser televisão de qualidade técnica com algumas sequências como a primeira corrida de Melissa. Espero que a trama principal consiga encontrar seu foco a partir do episódio que vem, que parece ser bem promissor. Não é porque temos um episódio a mais nessa temporada que a série precisa necessariamente apresentar um episódio fraco. Misfits nunca apresentou um episódio menos do que fantástico, e me senti perdido com os plots “não-misfits” apresentados. Apesar de não ter sido realmente ruim, sabemos do que a série é capaz.
Achei esse episódio a cara de Misfits! Não a cara dos melhores episódios, mas a trama foi bem Misfits sim. Eu adorei esse ep., bem melhor que o primeiro!
Foi um episódio sem o espírito de Misfits, mas gostei no geral. Senti falta do vilao super-doido, sim, mas gostei de um drama pessoal.
Achei bem melhor do que o primeiro episódio sem o Nathan… É, a gente vai ter que acostumar e seguir em frente sem a sua genialidade. Ainda bem que tiraram o foco do Rudy, tentando fazer uma imitação barata do Nathan, ele até conseguiu fazer algumas piadas boas, como vomitar no capuz da garota ou engasgar-se com um pentelho… os misfits seguem seu caminho, diferente porque a vida muda mesmo e espera-se que a trama engate novamente e torne-se arrebatadora e surpreendente. Levo fé!
Concordo. É estranho Misfits sem Nathan, mas ainda é Misfits. E não achei tão mal gastarem um episódio desenvolvendo mais um personagem. E o episódio divertiu.
Nesse episódio eu voltei a enxergar a Misfits que adorei de cara, mas o que você mencionou eu estou de acordo, o grupo precisa de um líder; O legal foi que eu vi um Curtis menos chato, mesmo com os todos defeitos, era um personagem que não fazia muita diferença nas temporadas anteriores; Já tivemos o Ruby e o Curtis e gostaria de ver os outros sendo o foco num episódio também!
Com certeza a série é capaz de manter a qualidade mesmo depois da saída do Nathan, por isso eu sigo vendo!
Conheci Misfits a pouco tempo, e vi tudo de uma vez só.
Também achei esse ep. bem diferente do estilo Misfits, mas foi bom mesmo assim, melhor do que qualquer um de 90210…
O mais interessante pra mim foi o plot lançado da Kelly possivelmente com aquele traficante de poderes (que é um super gato), toda cena que ela faz é muito boa.
Eu adorei a versão feminina do Curtis. Acho que o episódio foi bom por causa dela.
Achei melhor que o anterior. Fora que o traficante de poderes está ganhando espaço na trama e eu realmente fico feliz com a possibilidade de romance entre ele e Kelly.
Engraçado gostei mais desse episódio do que o anterior , mas concordo que foi uma trama meio “90120″ só que do jeito “Misfits” de ser, um fator positivo foi que diferentemente do 1º episódio , não vi o Rudy como um Nathan do mundo alternativo de Fringe , mas sim com uma personalidade própria.
Ps: Adorei a comparação do Curtis com a Kate , realmente são dois personagens que gostamos , mas que são chatíssimos quando os epis são centrados neles.