Não espero retornar a Agrestic, mas sim aquele humor sobre a vida plastificada americana. Isso não existe mais.
A morte de Esteban dessa maneira foi a saída mais preguiçosa da série. Espero mesmo que seja mentira. E que a temporada consiga ser boa.
Começando sua sétima temporada se esforçando para encontrar um caminho, Weeds não é mais o que algum dia foi.
Até quando o canal Showtime irá explorar a criatividade de Jenji Kohan e companhia? Apesar da estreia sólida, (1.19 milhão de telespectadores) Weeds parece mais um trabalho forçado, e nem sua criadora consegue salvá-la do ostracismo. Até porque comparado com o que a série era e as críticas que recebia, hoje ela está bem esquecida. A ideia original era fantástica, com o humor negro sobre a sociedade americana dos subúrbios, mostrando bem a vida plastificada e insossa que aquelas pessoas viviam. No meio daquilo tudo estava Nancy, uma mulher forte, e mimada, o suficiente para recorrer ao tráfico de maconha para sustentar sua família após a morte do marido. As mentiras, os apuros, a correria e a adrenalina da vida que a família Botwin vivia conseguiram chamar atenção positivamente durante as três primeiras temporadas. Com a saída de Agrestic/Majestic para Ren Mar, o tato aguçado dos roteiristas diminuiu, e desde então vem nos apresentando temporadas apenas ok.
Não pensem que é fácil falar assim de Weeds. Sou um dos grandes fãs da série e sempre penso que um recomeço irá trazer as raízes de volta. Mas essa sétima temporada não começa exatamente nos deixando com um sorriso no rosto. A ideia de pular três anos da vida dos personagens é interessante, pois do contrário ficaríamos temporadas e mais temporadas vendo Nancy na prisão. Mas ao mesmo tempo é arriscada. Não consigo sentir aquele alívio e sensação de liberdade em Nancy, parte porque não sei como foi sua estadia, parte porque Mary-Louise Parker não esteve em seu melhor durante a primeira metade do episódio. Após ver o filho Stevie até o final, Nancy se iluminou, e junto dela a atuação de Louise Paker, facilmente uma das atrizes mais talentosas em exibição. Não, Nancy não virou lésbica. Sabemos como a cabeça da mamãe Botwin funciona. Ela sempre procura uma forma de se dar bem, e estando com aquela outra mulher, (que tinha o estilo de botar medo nas colegas de prisão) Nancy estava protegida, a salvo.
Mesmo após três anos na prisão, ela continua a mesma. Preguiçosa e achando que todos vão sucumbir aos seus desejos, mas Nancy esquece que nem todos são Andy, Silas e Shane, pessoas emocionalmente dependentes dela. Por mais que eu queria, não consegui sentir um sentimento de “droga, o que foi que fiz com minha vida”. Claro, ela ficou triste ao ver Stevie a chamando de tia, mas até quando é possível uma pessoa sofrer uma, duas, inúmeras vezes e não aprender? Mas Nancy é Nancy e ela já resolveu como vai se inserir na sociedade novamente: fazendo coisas ilegais!! Espero mesmo que aquelas granadas e armas sejam usadas para venda e posteriormente compra de drogas, pois então veremos Nancy traficando na cidade que nunca dorme.
Não queria nem falar de Esteban. Entendo que para o propósito de um recomeço, ele precisaria sumir, mas assim, do nada? Começar a temporada com Esteban morto depois de tudo que ele significou para a série? Acho falta de comprometimento com o público que assistiu a história do mexicano durante três temporadas para simplesmente acabar assim, com uma saída tão fácil e forçada.
Mas o que mais me deixou chateado foi Copenhague. Até porque eu não faço ideia do que aqueles personagens farão. Doug está jogado na série há muito tempo. Ok, Kevin Nealon consegue nos fazer rir de vez em quando, mas a série foca na família Botwin e Doug perdeu seu espaço. Ele poderia estar fora dessa premiere que não faria falta alguma. Senti Silas e Shane um tanto quando caricatos. Andy sempre foi daquele jeito, então não existe nenhuma diferença. Era óbvio que eles retornariam aos Estados Unidos, pois ninguém vive sem Nancy. O que eles estavam fazendo lá, apesar de legal de ver, não nos interessa, aquilo já é passado.
Ainda não sabemos o rumo dessa temporada, mas essa premiere não apresentou nada de especial. Sabemos do que a série é capaz e do que aqueles atores conseguem nos fazer sentir. Weeds precisa de um plano bem definido, quem sabe um data para o final, o que forçaria os roteiristas focarem no que é necessário para a finalização da trama. Não foi um começo ruim, mas Weeds perdeu seu charme. Quem sabe com esse novo recomeço a série consiga recuperá-lo.
no começo, weeds apostava na paródia do “american way of life”. Mas não era o tipo de humor que te faz rir alto, mas que te faz sorrir por dentro. Não sei explicar direito. Enfim, a série decaiu MUITO depois que saíram de Agrestic. E mais ainda depois que tiraram a Celia. E eu odeio o Doug, se ele saísse da série eu seria um expectador mais feliz. O que Weeds precisa agora é: uma boa dose de humor crítico e negro.
PS: Particularmente, adorei que o esteban tenha morrido. Só me faltava mesmo mais uma temporada de “run, nancy, run”.
Eu achei morno, porém, acho que vai melhorar quando Nancy reencontrar os filhos.
Além disso, Nancy e a mala me arrancaram risadas.
Se estás a espera que a série retorne aquilo que ela foi então és muito optimista. Weeds mudou e mudou muito, se fez bem, acho que sim, mas para melhor, penso que não e o maior problema é o humor negro de antes que não existe mais. Eu encaro esta série como tendo vários arcos e fico feliz que o primeiro, a ideia original, tenha acabado a tempo de não virar um Desperate Housewives.
Eu não fiquei incomodado com a suposta morte de Esteban, porque ele já deu o que tinha a dar e se tava na prisão nada mais que o fim digno como aquele lol. Mas acho que há a possibilidade do agente de FBI está a mentir.
Eu gostei do episódio, não foi o mais engraçado ou mais dramatico mas para um começo foi muito bom.